Concessionária inova e implementa processo de negociação virtual durante a pandemia

Processo de venda é realizado de forma virtual e o consumidor consegue até mesmo fazer a avaliação do seu carro usado pelo site da Hai Toyota

Atuando em Santa Catarina desde 2006, a concessionária Hai Toyota teve que adequar as atividades da empresa durante esta pandemia. Com as medidas de isolamento social impostas para evitar a disseminação do novo Coronavírus, as concessionárias tiveram suas atividades impactadas e, por isso, a Hai Toyota implementou um modelo de vendas virtual. Pelo site da empresa, o cliente consegue escolher o carro que pretende comprar, contando com atendimento online dos vendedores; avaliar o seu veículo usado, que pode ser utilizado no pagamento; agendar um home drive; aprovar o financiamento; e ainda ter o veículo entregue no local de sua preferência.

Segundo o gerente da Hai Toyota, o administrador Marcelo Rocha, apesar da crise, o consumidor passou a valorizar mais ter um meio de transporte só seu, pois o uso dos transportes públicos com a pandemia ainda gera insegurança em grande parte da população.

“A transformação do negócio de vender carros está acontecendo diante dos nossos olhos em um ritmo incrível. Para vencermos neste novo cenário devemos ter uma melhor compreensão das equações de valor do ciclo de vida dos veículos e compradores e o desenvolvimento de estratégias inovadoras para capturar esse valor.”

Além disso, a Hai Toyota, que tem sua matriz localizada na capital catarinense, também presta serviços veiculares para mais de trinta municípios no estado. Visando a prevenção da disseminação de doenças, a empresa criou pacotes de serviço de higienização interna e limpeza do ar condicionado dos veículos. Toda a prestação de serviços também foi adaptada para o momento da pandemia. Atualmente a empresa pega os veículos na casa dos clientes, realiza o serviço desejado nas oficinas e depois faz a entrega.

“Temos sempre cuidado com a higienização das partes de contato dos veículos, como maçanetas, volante, painel, bancos etc”, destaca Marcelo.

Hai Toyota
Hai Toyota

Adequações internas

Adequações na estrutura interna da empresa também foram necessárias para poder garantir o prosseguimento das atividades com segurança. O gerente Marcelo lembra que, no primeiro momento da pandemia, um decreto estadual determinou o fechamento das concessionárias em Santa Catarina e que, por isso, foi preciso implementar o trabalho em regime home office rapidamente.

“Conseguimos organizar em 24 horas nossas operações para o trabalho em home office para os colaboradores das áreas comercial e administrativa. A equipe comercial e de serviços manteve o atendimento aos clientes de modo virtual, seja por telefone, aplicativos de mensagens, mídias sociais etc. Também mantivemos equipes de técnicos de prontidão para casos de emergência”.

Mesmo depois da possibilidade de reabertura das lojas físicas, a Hai Toyota continuou deixando alguns funcionários trabalhando em home office, como aqueles pertencentes aos grupos considerados de risco, por exemplo. Além disso, qualquer colaborador que tenha alguma suspeita de doença, seja de uma gripe, é imediatamente afastado, conforme orientação médica.

Para aqueles que retornaram ao trabalho presencial, alguns cuidados foram adotados pela concessionária, como o uso constante de álcool em gel para higienização das mãos, o uso obrigatório de máscaras e a comunicação dos protocolos de segurança aos clientes através das mídias sociais e informativos nas lojas. Outra medida adotada pela empresa foi a contratação de colaboradores da área de limpeza, para frequente higienização das áreas e superfícies de contato.

Meios digitais e reais necessidades

O impacto da pandemia na indústria automobilística foi negativo, mas, como toda crise, trouxe inúmeras reflexões para as empresas do setor. Segundo Marcelo, uma delas foi sobre a necessidade de rever as reais necessidades de se manter processos e estruturas.

“Nós da Hai, já vínhamos nos preparando para transformações radicais em razão do advento das novas tecnologias e dos novos hábitos de consumo. Mas a pandemia acelerou esse processo, antecipando em anos novas tendências.”

Para o administrador, a maior mudança imposta às empresas nessa época de pandemia foi adaptar o negócio para o meio digital.

“A grande tendência duradoura do pós-pandemia será o fortalecimento da conexão social no mundo virtual, com o aumento de trabalho remoto, relacionamento, informação e compra de serviços on demand. A economia remota e digital veio para ficar”, explica Marcelo.

O isolamento social imposto pela pandemia acelerou esse processo de levar os negócios cada vez mais para os meio digitais e fez com os clientes também ficassem mais receptivos a essas mudanças.

“É muito bom perceber que os consumidores estão abertos a essas transformações e dispostos a experimentar coisas novas”, destaca Marcelo.

Hai Toyota
Hai Toyota

Inovar é uma necessidade

Quando perguntado se há uma dica para as empresas que querem inovar, Marcelo explica primeiro que inovar não é uma questão de querer mais, mas sim uma necessidade.

“Para sobreviver e prosperar no mundo de amanhã, devemos começar a agir agora. As capacidades avançadas necessárias para o futuro podem parecer muito mais adiante, mas as bases sobre as quais elas se situarão podem, e devem, ser construídas hoje. Não é uma questão de saber se a mudança vai acontecer, mas quando e como isso vai ocorrer, quais empresas terão sucesso e com que rapidez os jogadores irão adotar novos modelos”, salienta o administrador.

Para ele, engana-se quem pensa que inovação é algo extraordinário, revolucionário ou mesmo nunca antes realizado.

“Podemos todos os dias inovar em algo, seja em um processo que economize o tempo de reparo dos veículos, numa forma de melhor atender os clientes ou na criação de um novo serviço”, explica.

A Hai Toyota garante que todas as modificações realizadas durante o período do isolamento social permanecerão vigentes enquanto forem necessárias e que podem ser revistas a qualquer momento.

“Como acreditamos que nada é estático, que tudo está em constante transformação, devemos sempre estar antenados com as novas tendências, necessidades e desejos do consumidor”, finaliza Marcelo.

FONTE: G1

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