Desempenho é o atrativo do TTS

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Terceira geração do esportivo da Audi fica ainda mais instigante na versão S, empurrada por um motor 2.0 turbo de 286 cv; tecnologia do cupê também chama a atenção

O Audi TT ganhou, no ano passado, uma nova geração, a terceira em sua história. Desta feita, passou por uma repaginação mais profunda, mas, ainda assim, seu visual remete às linhas arredondadas da época de seu lançamento, em 1998. Talvez até mesmo por uma estratégia da marca das quatro argolas, de manter uma identidade mais exclusiva e uniforme para o esportivo. O que não quer dizer que o alemão não tenha evoluído, e muito, desde então, principalmente no que diz respeito à esportividade.

Ao longo desse período, o TT agregou cada vez mais tecnologia, passou por modificações em motorização, câmbio e suspensão e, mesmo criado para atender a um específico e restrito público endinheirado, segue bem em sua função, completando a gama Audi em oferta no mercado brasileiro. E, para aumentar o leque, a Audi passa a oferecer uma versão mais apimentada, a TTS, avaliada por nossa reportagem. Com preço inicial sugerido em R$ 229.990, a sigla S vem acompanhada de um motor 2.0 TFSI (turbo de injeção direta), com 286 cavalos (60 a mais que a versão de entrada, a TT), para-choque com quatro saídas de escapamento, acabamento interno diferenciado e rodas de liga leve com pneus 245/35 e aro de 19 polegadas, pintado na cor grafite.

A terceira geração mostra o quanto o TT e a versão testada S avançaram no design. O esportivo parece ter ficado maior, dando impressão de ter sua carroceria aumentada. Mas é apenas um efeito de estilo, assim como é o “V” formado por dois vincos no capô.

As entradas de ar nos spoilers laterais deixam o TTS ainda mais parecido com o R8, irmão superesportivo do modelo. Esportividade é mesmo a palavra de ordem, começando pelos bancos, em forma de concha, e forrados por um couro legitimo, em gomos, que vestem motorista e passageiro. O volante é multifuncional, os pedais bem-posicionados contribuem ainda mais para tocada divertida do TTS. O ar condicionado é ligado diretamente na saída de ar, cujo desenho foi inspirado em turbina de avião.

O quadro de instrumentos merece comentário à parte. Denominado pela Audi de Virtual Cockpit, tem na forma e no conteúdo eletrônico seu ponto alto. Toque que faz a diferença é o aerofólio, que pode ser erguido por meio de um botão no painel; mesmo que o motorista esqueça-se de acioná-lo, o sistema entra em funcionamento automático quando o TTS passa a casa dos 120 km/h.

Prazer ‘desfilando’ ou acelerando
O TTS não é daqueles esportivos com ronco de fazer balançar a carroceria e meter medo em que vai se habilitar a conduzi-lo. Não é daqueles carrões com cofre de motor enorme que parecem precisar ser domados, e não guiados. Prazer na condução é um de seus maiores e mais certeiros predicados. Começando pela posição de dirigir e do conforto proporcionado pelos bancos em forma de concha. Mesmo baixo, o acesso ao habitáculo é tranquilo, e com os ajustes elétricos logo a melhor posição de dirigir é encontrada. São cinco os modos de condução – esportivo, econômico, conforto, automático e individual –, e, em cada um, o sistema ajusta os parâmetros de motor, transmissão, direção e suspensão. No modo esportivo, por exemplo, o TTS fica mais agressivo, com suspensão mais rígida e respostas mais rápidas. Quando a opção de condução vai para o modo econômico, o esportivo passa a ter direção mais leve, fica mais dócil e silencioso.

A Audi tem como diferencial em sua gama o câmbio S-Tronic de dupla embreagem, que faz dupla perfeita com o propulsor TFSI de 2.0 litros, turbo a gasolina de quatro cilindros. Silêncio total a bordo, basta acelerar um pouco que o TTS responde de imediato. A tração integral faz com que o carro grude no chão e contorne as curvas com facilidade e segurança.

O TTS não passa despercebido, a começar pela cor amarela da unidade testada, que chama atenção por si só. Ligado, então, durante as mudanças de marcha é quando o escapamento mostra a que veio. Não há um transeunte que permaneça incólume à passagem do TTS. O motor 2.0 TFSI (turbo de injeção direta) tem 286 cv de potência e 38,7 mkgf de torque já em 1.800 rpm, que combina em perfeição e harmonia com o câmbio S Tronic de seis velocidades. Segundo a Audi, o TTS vai de 0 a 100 km/h em 4,7 s e tem velocidade máxima limitada em 250 km/h.

Instrumentos são substituídos por tela de 12,3 polegadas
Ao contrario da maioria dos carros que conta com o LCD no meio do painel, no Audi TTS a tela de 12,3 polegadas de alta definição fica no campo visual do motorista, junto às informações tradicionais do velocímetro e do conta-giros. São duas as configurações para exibição: na primeira, os dados como velocidade e conta-giros ficam em primeiro plano, assim como o computador de bordo, além da central multimídia MMI com imagens do GPS. Na segunda formatação, essas informações diminuem de tamanho para se destacar o mapa do navegador GPS, com imagens em 3D. A sensação é de estar guiando em um simulador, como em um vídeo-game, sem falar que por toda extensão o painel tem detalhes em alumínio.

A interface com o condutor é intuitiva, e os comandos a partir do volante facilitam a vida e deixam a condução mais segura, já que não é preciso desviar o olhar para acompanhar as solicitações.

Piloto automático, sensor de estacionamento, câmera de ré, faróis full LED e sistema start-stop completam o pacote do cupê esportivo alemão.

A nova geração está mais leve graças à tecnologia Audi Space Frame (ASF), que tem destaque na aplicação de alumínio no capô, nas portas, na tampa do porta-malas, nas molduras do teto, nas soleiras e nos elementos da suspensão.

FICHA TÉCNICA
Motor: a gasolina, 1.984 cm3, turbo e injeção direta
Potência: 286 cv entre 5.300 e 6.200 rpm
Torque: 38,7 kgfm entre 1.800 e 5.200 rpm
Peso: 1.365 kg
Transmissão: Automatizada de dupla embreagem e seis velocidades; tração integral
Consumo Inmetro: 9 km/L (cidade) e 10,7 km/L (estrada)
Por Raimundo Couto, Jornal OTempo

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