Viagens corporativas

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A crescente ocorrência das viagens de negócios e as particularidades que envolvem essa área do turismo demandaram a criação do segmento corporativo dentro da prestação de serviços do setor. O segmento não é sazonal, portanto, não sofre alterações em datas específicas e/ou comemorativas. Quem viaja a negócios gera demanda para o setor durante o ano inteiro. Hoje, as viagens corporativas representam a maior parte do faturamento do turismo, que abarca receitas relacionadas a serviços como transporte aéreo, hospedagem, locação de automóveis, alimentação, agenciamento e tecnologia. O relatório da Global Business Travel Association (GBTA), divulgado neste ano em conferência realizada em São Paulo, aponta que o total de gastos com viagens de negócios no Brasil, em 2013, foi de US$ 31,2 bilhões, colocando o país entre os 15 maiores mercados desse segmento, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Coreia do Sul. Esse quadro foi proporcionado pela gestão de viagens corporativas, que é a prática de adoção de um programa de gerenciamento de viagens centralizado que direciona e monitora o gasto e andamento de viagens. As agências do ramo implementam a gestão dos programas de viagens para terem controle sobre as despesas e para gerenciar e rastrear seus viajantes de maneira mais eficaz e com melhor custo/benefício. A segmentação dos serviços é de suma importância para reduzir gastos, aumentar a segurança dos viajantes e reduzir a incidência de possíveis problemas com passagens e horários de voos, hospedagens, traslados, entre outros transtornos.
Antes desse direcionamento, a atividade carecia de mão de obra especializada e estrutura para atender bem a esse tipo de cliente, que precisa contar com a experiência de profissionais para organizar as viagens, negociar as melhores condições, procurar por preços justos e parcerias, com o objetivo de tentar reduzir custos desnecessários. O público do chamado business travel é específico e tem necessidades diferenciadas.
Vale acrescentar que a segurança é o item que mais preocupa os executivos em um hotel, por exemplo. Mas, além da preocupação com a segurança do próprio cliente e dos bens materiais, também é valorizada pelo público executivo a segurança jurídica, ou seja, de que o hotel cumpra o que foi determinado em contrato, de que não ocorram surpresas desagradáveis, além de facilidade com localização estratégica, bom atendimento, café da manhã, estacionamento, limpeza e infraestrutura adequada.
A partir do direcionamento dos serviços, as agências passaram a atuar com uma assessoria completa na área corporativa. As que oferecem serviços focados avaliam o perfil da empresa, sugerem melhorias, disponibilizam sistemas para gerenciamento das despesas com viagens, relatórios e outros tantos serviços que farão a diferença no orçamento. Geralmente, as agências disponibilizam profissionais que obtenham conhecimentos sobre as variáveis do setor, as políticas de viagens, as novas práticas de mercado e dos tantos outros recursos que, a cada ano, são desenvolvidos para melhorar a gestão de viagens promovidas pelas empresas aos empresários. Com toda essa gama de serviços oferecidos e aperfeiçoamento do atendimento em alta, a tendência é a de que as viagens corporativas continuem em ascensão nos próximos anos.
Fonte: Estado de Minas Impresso

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