Perfil da Locação de Veículos no Brasil

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REGULAMENTAÇÃO DO MERCADO BRASILEIRO

A atividade de franquias é regulamentada pela Lei nº. 8.955, de 15 de dezembro de 1994, e consiste, em linhas gerais, na licença do direito de uso de marca ou patente, envolvendo a transferência de conhecimento e a exploração exclusiva ou semi-exclusiva de produtos e, eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta.

A INDÚSTRIA AUTOMOTIVA E DE LOCAÇÃO DE VEÍCULOS NO BRASIL

Introdução
Em 2013, o Brasil era o 7º maior fabricante de carros, 4ª maior mercado interno mundo, com aproximadamente 42 milhões de carros, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), com uma idade média de 8 anos e 5 meses, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
O gráfico seguinte ilustra a evolução da indústria automotiva brasileira nos últimos 13 anos:

Fonte: Anfavea
A locação de veículos é um negócio em expansão no Brasil. As vendas de veículos para locadoras mantiveram-se praticamente estáveis como um percentual das vendas totais, nos últimos 11 anos, como mostra o gráfico a seguir:
Fonte: ABLA, Anfavea
Podemos assistir que, nos últimos anos, o número de locadoras vem crescendo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA), registrando um CAGR de 7,6% desde 2003. No mesmo período, o faturamento do setor cresceu 16,5% O gráfico seguinte ilustra esta tendência de consolidação do mercado:
Fonte: ABLA
A evolução da frota ratificou a importância das empresas de locação de veículos no setor automobilístico brasileiro.
No Brasil, as montadoras não oferecem a opção de recompra para as locadoras de veículos. No entanto, o mercado de carros usados é bastante líquido, permitindo adequada monetização dos ativos. Acresce que, como grandes compradores de veículos, a Unidas obtém descontos substanciais junto às montadoras, o que minimiza a depreciação inicial dos veículos.
O perfil da frota do setor está amplamente concentrado nos carros conhecidos por “populares”, o que a Unidas acredita ser resultado do baixo poder aquisitivo da população brasileira.
Geograficamente, a frota brasileira está fortemente concentrada na região Sudeste, como mostra o mapa seguinte:
Fonte: Denatran, Set/15
A terceirização de frotas
O negócio de terceirização de frotas no Brasil teve início na década de 80, por meio da iniciativa de algumas locadoras de carros, que começaram a oferecer a opção de terceirização de frotas para empresas, atividade que já estava se desenvolvendo nos mercados norte-americano e europeu. Este segmento de negócio teve, porém, o seu impulso no Brasil no final da década de 90, com o desenvolvimento da economia brasileira e do próprio mercado mundial de terceirização de frotas.
A terceirização de frotas apresenta características de um negócio de atacado, com centralização de atividades em uma unidade central, que gerencia os contratos e os veículos distribuídos por todo o território do Brasil. O negócio de terceirização de frotas não exige elevada disponibilidade de pessoal, podendo operar com custos fixos baixos, dada a possibilidade de terceirizar os serviços de apoio e manutenção necessários para a gestão da frota. Este tipo de operação permite escalabilidade e um volume elevado de negócios, que com o uso intensivo de tecnologia, leva a um reduzido custo fixo.
A terceirização de frotas tem uma base de clientes mais concentrada que o segmento de locação de carros, operando basicamente com empresas. Por essa razão, este segmento de negócio não está tão exposto à variação sazonal de negócios. Nos contratos de terceirização de frotas, tipicamente, os preços são ajustados de acordo com índices fixados nos respectivos contratos, estabelecidos entre as locadoras de frota e o respectivo cliente, e que variam em função de uma série de fatores, tais como o preço de aquisição dos veículos, depreciação, despesas financeiras e de manutenção, tipo de uso, tamanho e perfil da frota e responsabilidades assumidas pelo cliente.
O efeito do crescimento do PIB não é tão relevante neste segmento de negócio, como o é no segmento de locação de carros. A terceirização permite a redução de custos em relação a uma frota própria e a desmobilização de capital, pelo que poderá existir demanda por serviços deste segmento não só em períodos de expansão econômica, mas também em períodos de maior instabilidade econômica.
O segmento de terceirização de frotas exige investimento intensivo de capital e a renovação periódica da frota usada. A venda dos carros usados pode ser feita tanto no varejo como no atacado.
Mercado internacional de terceirização de frotas
O segmento de terceirização de frotas tem experimentado um crescimento não tão robusto em anos recentes nos mercados norte-americano e europeu, reflexo de uma maturidade deste negócio nestes países, contrariamente ao que sucede no Brasil, onde o mercado ainda é recente.
Verifica-se que a taxa de penetração do segmento de terceirização de frotas no Brasil é ainda consideravelmente inferior quando comparada às taxas de outros países, tal como descrito no gráfico seguinte, o que indicia forte potencial de expansão para o mercado brasileiro:
Fonte: Unidas
Mercado brasileiro de terceirização de frotas
O Brasil apresenta uma característica que o distingue de outros países desenvolvidos: as locadoras de veículos muitas vezes se utilizam de sua estrutura (rede de lojas) para operar não só a locação de carros, mas também a locação de frotas (terceirização de frotas). Por esta razão os números do setor de terceirização de frotas estão incluídos nos números divulgados pela ABLA.
O segmento de terceirização de frotas registrou um crescimento médio (CAGR) de 13,7% p.a., em termos de frota, nos últimos cinco anos. Tal expansão foi motivada principalmente pelos seguintes fatores:

  • Crescimento da tendência de terceirização de frotas por parte das médias e grandes empresas;
  • Consolidação do mercado; e,
  • Desenvolvimento dos serviços agregados à terceirização da frota.

O mercado brasileiro de terceirização de frotas encontra-se fragmentado. As principais empresas especializadas do setor de terceirização de frotas no Brasil são: Best Fleet (Unidas), Total Fleet (Localiza), Locamerica, Ouro Verde, Avis, Hertz, Júlio Simões e Leaseplan. Todavia, praticamente todas as cerca de 5.624 locadoras existentes no país em 2014 também operavam neste segmento de negócio. Outros concorrentes incluem a Arval, ALD, DaVinci, Locaralpha, Ouro Verde e Master Car Rental, dentre outras.
A Unidas, através da Best Fleet, está entre as empresas líderes neste segmento de mercado. Com cerca de 4,9% de participação de mercado, de acordo com dados da ABLA, e frota de 21.434 carros, em 31 de dezembro de 2014

ABLA, Unidas, Localiza, Locamerica, Ouro Verde, Movida e Outros

A LOCAÇÃO DE CARROS

A atividade de locação de carros no Brasil teve início na década de 50. Os primeiros negócios surgiram na região central de São Paulo através da iniciativa de alguns empresários do ramo de revendas de carros usados, que começaram a alugar seus carros como atividade suplementar. Na metade da década de 60, a atividade teve um grande impulso com a entrada das empresas multinacionais de aluguel de carros, fato que levou as demais locadoras existentes a se profissionalizarem.
Com o surgimento das empresas de leasing financeiro nos anos 70, as locadoras tiveram facilidade de acesso a créditos para aquisição de veículos, o que viabilizou um grande desenvolvimento da indústria de locação de carros. Na década de 80, a indústria de locação de carros já era uma atividade consolidada no Brasil. Houve um visível crescimento de locadoras locais nos mais diversos pontos do País. Ainda nesta década se iniciou a expansão das redes através do sistema de franquias.
Apesar do difícil contexto macroeconômico que provocou um aumento no preço dos veículos, a indústria de locação de carros entrou na década de 90 com novos desafios e oportunidades, como a abertura econômica, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Nacional de Trânsito, o lançamento dos carros econômicos com motorização 1.0 e a expansão dos cartões de crédito. A abertura comercial facilitou a importação de carros e os consumidores passaram a exigir mais qualidade graças à livre concorrência e com o fim do protecionismo do mercado interno.
O mercado de locação de carros registrou um crescimento médio (CAGR) de 12,8% ao ano, nos últimos cinco anos. Tal expansão foi motivada, principalmente, pelos seguintes fatores:

  • Aumento do turismo de lazer doméstico e receptivo internacional;
  • Melhoria da infra-estrutura aeroportuária;
  • Aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos;
  • Crescimento da indústria de feiras e eventos;
  • Massificação dos cartões de crédito;
  • Investimentos dos setores de telecomunicações, infra-estrutura, energia, agronegócio e exportação; e,
  • Acesso ao crédito de longo prazo.

O mercado brasileiro de locação de carros encontra-se fragmentado. Em 2014, haviam 7.348 pontos de locação através de 5.624 empresas locais que atuavam nesse negócio.
Neste mercado a Unidas está entre as empresas líderes, com cerca de 6,3% de participação de mercado em frota total em 2014 e com 19.711 veículos em 31 de dezembro de 2014.

Fonte: ABLA, Unidas, Localiza e Movida
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