FIAT: DESDE 1976

Quando a Fiat chegou a Betim, a cidade ainda tinha geopolítica interiorana e menos de 80 mil habitantes. Os moradores precisam se deslocar para a capital Belo Horizonte, 26 quilômetros, para resolver os mínimos problemas, desde comprar parafusos a se consultar com um médico. 37 anos depois, a situação é bem diferente. Hoje, são quase 400 mil habitantes, e a cidade ganhou posto da 5ª maior do estado e se posiciona entre as 50 maiores do Brasil.
A Fiat, certamente, tem parcela de responsabilidade no desenvolvimento do lugar e, sem dúvida, o lugar também tem sua responsabilidade na história da montadora. Foi em 1976 que a Fiat se instalou e hoje a sua fábrica é um dos mais importantes polos industriais da empresa no mundo. A Revista Sindloc conversou com o Diretor de Vendas Diretas e Veículos Comerciais da Fiat, Paulo Sorge. Ele nos conta da importância dessa fábrica e fala dos planos futuros da empresa por aqui, além de revelar sua opinião sobre os preços dos automóveis brasileiros. Confira!
Revista Sindloc – Há algum tempo a Fiat anunciou um “ciclo de investimento” que chegava a algo em torno de R$ 10 bilhões entre 2011 e 2014. Na proposta estavam previstas, por exemplo, a ampliação da capacidade da fábrica de Betim. O momento da economia brasileira é bom para continuar investindo no Brasil?
Paulo Sorge – Os investimentos da indústria automotiva são por sua natureza de longo prazo e, por esta razão, são mantidos mesmo quando há oscilações de conjuntura. O Brasil é hoje o quarto maior produtor de automóveis e nossa fábrica em Betim uma das mais importantes da Fiat no mundo. O Brasil tem um potencial enorme de crescimento. Por isto, o ciclo de investimentos foi ampliado, somando R$ 15 bilhões para o período de 2013 a 2016 e abrangendo todas as empresas do Grupo. Importante lembrar que a Fiat está presente no Brasil desde 1976, com uma fábrica em Betim, Minas Gerais, que é a maior fábrica de automóveis do Grupo Fiat Chrysler no mundo. A fábrica tem capacidade para produzir 800 mil veículos e 700 mil motores por ano. O plano de investimento prevê o aumento da capacidade produtiva para 950 mil veículos por ano e a construção de uma nova fábrica em Goiana, Pernambuco, com capacidade para 250 mil veículos e 150 mil motores por ano. Desde sua inauguração, a fábrica de Betim já produziu 13 milhões de automóveis e comerciais leves.
RS – Vocês são líderes do mercado de automóveis no Brasil há pelo menos uma década. Além de vocês, quem ganha com isso?
PS – Certamente o consumidor, que elege nossos produtos baseados em inovação, design, tecnologia, segurança, eficiência energética entre outros fatores.
RS – Vocês são uma das marcas preferidas no mercado de locação. O que é feito para que isso se mantenha?
PS – Nossos carros são reconhecidos por sua ótima relação entre custo e benefício e têm a preferência do consumidor.
RS – Os empresários do segmento de aluguel de carro têm algum benefício em comprar um automóvel Fiat?
PS – As negociações são feitas caso a caso, porém, prestamos consultoria de venda aos nossos clientes garantindo a melhor compra para a real necessidade do seu negócio.
RS – Existem ações (planos) futuros para atingir e melhorar seus números no mercado de locação?
PS – A Fiat trabalha de forma intensa para atender sempre e da melhor forma este importante mercado no País, escutando atentamente nossos clientes.
RS – O Brasil é um dos países mais caros do mundo em valores de automóveis. A que o senhor credita isso?
PS – São vários fatores que justificam esta realidade. Vão desde uma carga tributária muito alta sobre o automóvel, custos de produção e de capital elevados e também custos e condições logísticas pouco competitivas.
RS – Baratear seus automóveis. Isso pode se tornar uma preocupação da Fiat?
PS – Proporcionar ao consumidor o melhor custo possível sempre foi preocupação da Fiat. Nos últimos anos, cabe lembrar, a variação acumulada dos preços dos veículos ficou muito abaixo dos principais índices de inflação do País.
RS – Falando de sustentabilidade. A Fiat pretende investir em carros elétricos? Por quê?
PS – A Fiat já desenvolveu um protótipo de carro elétrico junto com a empresa Itaipu. Para a Fiat, contudo, o futuro para propulsão dos automóveis será heterogêneo, não único. Isto significa que haverá espaço para os carros elétricos, híbridos, bicombustíveis (flex), tetrafuel, como nosso exclusivo Siena, e outras tecnologias que possam surgir.

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