Aéreas e locadoras têm expectativas realistas para a Copa

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O presidente do grupo Latam, Enrique Cueto, afirmou que junho e julho deste ano serão meses de prejuízo por causa da Copa do Mundo. Em conversa com jornalistas durante a 70ª Conferência Anual da Iata (Associação Internacional das Empresas Aéreas, sigla em inglês), Cueto explicou que o impacto nas receitas se dará tanto nos voos domésticos da TAM como nos internacionais da TAM e da Lan.
“Vamos ter menos dias úteis pois em dia de jogo o Brasil para, não tem tráfego de negócios. E por causa da Copa, o brasileiro não vai viajar nem para as estações de esqui no Chile e na Argentina nem para Miami, Orlando e Europa, afetando o tráfego regional e de longo curso”, disse Cueto.
Conforme o presidente do Conselho Nacional da ABLA, Paulo Nemer, a realidade é semelhante também para o setor de locação de veículos. Nemer adianta que deverá ocorrer um incremento médio de até 15% da atividade somente nas cidades em que haverá jogos, em comparação com o movimento habitual de locação de veículos para o turismo de lazer nessas mesmas cidades. Porém, o chamado turismo de negócios experimentará forte retração, o que causará impacto principalmente para as locadoras que não atuam nas cidades-sede da Copa.
“Em junho e julho não teremos feiras de negócios, eventos corporativos, convenções de trabalho”, ressalta Nemer. “O turismo de negócios, que é um importante gerador de locação de veículos em todo o Brasil, vai ficar estacionado”.
O Diretor Regional da ABLA no Rio Grande do Norte, João Bosco da Silva, afirma que o segmento tinha uma grande expectativa com a realização do Mundial, mas que não deve ser concretizada. De acordo com Bosco, poucas reservas foram feitas até o momento. “O evento não despertou demanda, esperávamos um incremento de até 20% que não vai se concretizar”, lamenta.
Segundo Bosco, o mês de junho historicamente é de baixa e não teve demanda. Ele afirma que os profissionais do setor estão preparados para atender estrangeiros, com profissionais bilíngues, mas que não foram feitos investimentos em veículos para o evento. “Este é um evento pontual, não podemos investir na frota para atender 15 dias”, explica.
Nas últimas semanas, as empresas brasileiras começaram a sentir uma redução no movimento de passageiros que viajam pelo motivo de negócios, depois de um início de ano aquecido neste segmento.
No caso das aéreas, para tentar reverter a queda na demanda para os próximos dois meses, TAM, Gol e Azul passaram a fazer promoções constantes durante os finais de semana, movimento que não costuma acontecer em períodos de alta temporada.
Fontes: Folha de S. Paulo e ABLA

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