As ações que podem se dar bem com a Copa do Mundo

Apesar da controvérsia em torno dos reais benefícios da Copa do Mundo para a economia brasileira e do alto nível de desaprovação da população, o evento pode incrementar o resultado de algumas empresas abertas e beneficiar suas ações. Ao menos é o que acredita a Rico, plataforma de investimentos da corretora Octo.
A corretora selecionou algumas ações que acredita que vão ser beneficiadas pela Copa. “Mas não acreditamos numa indicação só por causa da Copa do Mundo”, diz Frederico Meinberg, diretor da Rico, que reforça que essas são ações das quais a corretora gosta e que podem apenas ter seus resultados incrementados pelo evento esportivo.
Veja a seguir a lista que a Rico preparou:
Via Varejo (VVAR3 e VVAR11) e Magazine Luiza (MGLU3): já capturam os principais benefícios gerados pela venda de televisores por conta do evento.
Ambev (ABEV3): perspectiva de aumento do consumo de bebidas vendidas pela empresa durante a Copa, principalmente de cerveja. Indicada na carteira recomendada de abril da Rico.
Localiza (RENT3): com o aumento do número de turistas nas cidades-sede da Copa, é esperado o aumento da receita advindo do aluguel de carros, inclusive porque a empresa dispõe de pontos de locação nos principais aeroportos do país.
Cielo (CIEL3): apesar da esperada elevação da concorrência no setor, a corretora espera que haja um incremento nas receitas da empresa em função do aumento dos gastos com cartão de crédito para o consumo interno de televisores, bebidas, supérfluos e por conta das viagens.
Souza Cruz (CRUZ3): a Rico crê num aumento da demanda por cigarros, relacionado às comemorações das partidas.
Minerva (BEEF3): pode haver um aumento do consumo de carne em função das comemorações das partidas, o que na visão de Meinberg não é assim tão provável. Mas a ação está na carteira recomendada da Rico para abril.
Segundo Meinberg, as ações da lista que são as preferidas da corretora são Ambev, Localiza, Cielo, Magazine Luiza e Via Varejo.
Apesar de o Ibovespa estar em um ciclo de alta desde março, Meinberg acredita que as ações brasileiras ainda estão muito desvalorizadas em relação ao mercado externo, e que agora já pode ser uma boa hora para voltar para a bolsa aos poucos.
A corretora acredita que os bons resultados que certas empresas podem ter por causa da Copa representam uma oportunidade palpável de retorno à bolsa, enquanto se espera a retomada do mercado como um todo.
“O resultado dessas empresas não vai ser tão ruim quanto a desvalorização das ações foi. No Brasil, as ações se desvalorizaram demais. Existem boas pagadoras de dividendos que são líderes em seus setores e que não sofrem tanto com o estado da economia”, afirma Meinberg.
O diretor da Rico, no entanto, ressalta que o investidor menos arrojado deve permanecer longe da bolsa. “Para o investidor que não tem apetite por risco, os títulos públicos são mais indicados, pois estão pagando juros bem altos”, diz Meinberg.
Investidores pessoa física podem negociar títulos públicos diretamente via Tesouro Direto ou optar por fundos DI e de renda fixa.
Por Julia Wiltgen, de Exame.com.

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