Empresas querem promover saúde, mas não adotam programas

São Paulo – Apesar de 70% das empresas acharem que ações de promoção à saúde e prevenção de doenças voltadas aos funcionários são fundamentais, 17% ainda não adotam nenhuma iniciativa nesse sentido e outras 37% só fazem mobilizações genéricas e pontuais, como palestras.
É o que indica um estudo da Associação Paulista de Recursos Humanos e Gestores de Pessoas (AAPSA), que ouviu 100 companhias entre setembro e outubro.
De acordo com o material, 27% delas aplicam questionários de avaliação de saúde e estilo de vida e apenas 19% têm programas específicos para condições de risco.
O percentual das empresas que investem nesses projetos mas não mensuram os resultados também é relevante: 38%. Entretanto, o índice é melhor do que o encontrado no ano passado pela mesma pesquisa, de 47%.
Ter programas de prevenção efetivos pode ser uma boa alternativa para as empresas, já que 79% disseram que o principal motivo pelo qual seus funcionários faltam ao trabalho são doenças comuns, cirurgias ou doenças ocupacionais e acidentes.
Benefício
Das organizações ouvidas, 26% oferecem plano de saúde a todos os empregados e 4% a apenas alguns níveis hierárquicos. Outras 21% disponibilizam plano odontológico, 7% fornecem reeducação alimentar e 15% dão incentivo à atividade física.
Apenas 8% têm benefícios para gestão de doenças crônicas e 4% para saúde mental.
Entre os planos oferecidos, a maior parte (45%) consiste em seguro saúde (como SulAmérica e Bradesco), 34% são de medicina de grupo (como Amil e Golden Cross), 18% são cooperativos e 3% geridos pelas próprias companhias.
A maioria (58%) dos benefícios são contributários (quando há desconto na folha de pagamento) e 42% são pagos integralmente pelas empresas.
O ambulatório interno também é um recurso ofertado por 62% das pesquisadas.
Por Luísa Melo, de Exame.com.

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