Tropeiro e fígado fazem sucesso com estrangeiros em Belo Horizonte

Desde que começou a Copa, porções de fígado com jiló, pratinhos abarrotados de feijão tropeiro, bandejas de pão de queijo e copos de caipirinha são consumidos aos montes no Mercado Central e a Feira da Avenida Afonso Pena. Ontem, desde cedo, vários estrangeiros se divertiram com nas rodas de samba e capoeira na feira da Afonso Pena, como os colombianos Carlos Lopes, Juan David e Jaime Ramires. O trio não poupou elogios ao tropeiro. “Em nosso país, o feijão é servido com água. Não conhecíamos o tropeiro. Aprovado!”, sentenciou Lopes, que acompanhou os cinco jogos de sua seleção na Copa e quer assistir Brasil e Alemanha.
O colombiano ainda não conseguiu o ingresso para a final, no próximo domingo, no Maracanã, e está disposto a pagar até US$ 2,5 mil pelo tíquete (R$ 5,5 mil),“desde que a final seja entre Brasil e Argentina. Se for entre Holanda e Alemanha, pago até US$ 1,5 mil”, disse. Os dois amigos, que também estão em busca de ingressos para a final, destacaram a culinária mineira como nota 10. Comerciantes da cidade que apostaram no tropeiro se deram bem, como garante Karina Fonseca, do bar da Lôra, Mercado Central: “Os estrangeiros acham o máximo a mistura de feijão, farinha, torresmo e linguiça. Nós não vendemos o tropeiro aqui, mas, durante a Copa, montamos um bar no estacionamento do Mercado e passamos a oferecer a iguaria, devido à procura”.
As vendas de outro famoso prato dos bares de lá, o fígado com jiló, também dispararam. “Cresceram 70% durante a Copa”, calcula Karina. Morador de Worcester, nos Estados Unidos, o empresário Eduardo Antelo Fernandes, um brasileiro com cidadania americana, voltou a Belo Horizonte, depois de “muitos anos”, para saborear o prato ao lado dos filhos Rosa Maria e Eduardo Júnior.
“Assistimos a partida entre Costa Rica e Inglaterra e estamos tentando um ingresso para Brasil e Alemanha. É a primeira vez que retorno ao Brasil”, disse o filho enquanto três irmãos espanhóis passavam em frente ao bar em que a família degustava a iguaria. Trata-se dos Morales: Morales. Angel, José Manuel e Domingo. Este último elegeu o frango com quiabo e para acompanhar, “a caipirinha brasileira, que é uma delícia!.”
Por Paulo Henrique Lobato, do Uai.

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