Tecnologia aproxima pessoas que querem alugar objetos sem uso

Quem tem, aluga pra quem não tem: um novo e rentável negócio.
Muita gente pode oferecer algo sem uso pra pessoas que precisam daquilo.

Um novo jeito de fazer negócio e ter renda está começando a ficar mais frequente no dia a dia do brasileiro. Quem tem, aluga pra quem não tem.

Numa cidade grande como São Paulo, tem muita gente que pode oferecer algo que está sobrando em casa, sem uso, para outras pessoas que precisam exatamente daquilo. As novas tecnologias e os novos serviços aproximam essas pessoas. E, numa hora de crise, essa união dá uma tremenda força.
Naira, que precisa de um carro, quer economizar. “Pra mim saí muito mais vantajoso quando eu faço a conta: ou eu pego táxi, eu tenho um carro, ou eu posso alugar: aluguel de carro”, diz Naira Bonifácio, administradora de empresas.
E ela escolheu o carro do publicitário Guilherme, que quer uma renda extra.
“Hoje tipicamente o que a tecnologia está fazendo, ela está facilitando o encontro entre quem precisa e quem tem a oferecer alguma coisa”, diz Hélio Zylberstajn, professor de economia da USP.
Enquanto a Naira vai buscar o carro, o Jornal Nacional dá uma olhada em outro exemplo da economia sob demanda, e entende porque a Cynthia não tem mala.
“Não tem espaço nenhum para guardar a mala. Às vezes a gente compra um produto, ele sai caro e você usa uma, duas vezes e acaba ficando no armário enchendo de pó”, afirma a blogueira Cínthia Tinoco Fordi.
“Nós temos um mercado enorme de viajantes no Brasil, mas hoje uma média de 30 malas a gente aluga por mês”, explica a empresária. Rosângela Casseano.
O negócio deu tão certo que o marido de Rosângela abandonou o emprego, em informática.
Assim como os dois administradores de empresas, que trabalhavam num banco de investimento, e criaram o serviço de aluguel para carros que os donos pouco usam.
“O carro, que sempre foi associado como um custo, com depreciação, com despesa etc. Agora vira uma fonte de rendimento”, explica.
Para o especialista em mercado de trabalho, as novas tecnologias estão provocando uma revolução no emprego.
“Então esse é o cenário do mercado de trabalho que se pode ver para o futuro, mas, ao mesmo tempo, ela está proporcionando espaços para o empreendedorismo. Com essa tecnologia, é possível inventar novos negócios também”, afirma Zylberstajn.
Eles só se encontram na hora de entregar a mercadoria. Para evitar riscos, o pagamento é feito antecipadamente. No caso do carro, tem seguro e um contrato para transferir multas para quem aluga. Um bom negócio é quando todos saem contentes.
Fonte: G1.com

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