Tarifas bancárias estão bem mais caras

Na avalanche de reajustes de 2015, agora são os bancos que começam a reajustar suas tabelas de serviços. De acordo com pesquisa do Idec, em um ano as cestas de serviços subiram mais que a inflação, dependendo da instituição.
Pela lei, os bancos têm de avisar a clientela com 30 dias de antecedência antes da nova cobrança. Os valores devem estar fixados na agência.
“Os bancos podem reajustar as tarifas a cada seis meses. Mas o percentual é liberado. Não há norma legal para isso”, explica a supervisora do Procon, Renata Reis.
Porém, dá pra escapar do aumento. O Banco Central obriga os bancos a oferecerem um pacote básico, que é gratuito. “O consumidor deve analisar o que utiliza para não gastar mais do que precisa”, informa a economista e pesquisadora do Idec, Ione Amorim.
Detalhes
O Santander confirmou que alterou as taxas e valores, que variam conforme o pacote de serviços do cliente. As novas tarifas começam a valer a partir de 1º de junho. O reajuste máximo não ultrapassou a inflação.
O Banco do Brasil elevou as tarifas em janeiro. A Reportagem consultou Itaú, Bradesco, Caixa, mas eles não responderam até o fechamento da edição.
Entenda:
O que diz a lei
Desde 2008, os bancos são obrigados a deixar bem claro aos consumidores todos os serviços cobrados.
As mudanças nas tarifas devem ser avisadas com 30 dias de antecedência e a tabela também deve estar fixada na agência. Eles também devem oferecer pacotes que contenham os chamados serviços essenciais, que são gratuitos.
Pacotes essenciais
Eles devem oferecer um número mínimo de serviços.
Conta-corrente
– 4 saques
– 2 fornecimentos de extrato mensal
– 2 transferências entre contas na própria instituição
Poupança
– 2 saques
– 2 transferências entre contas de mesma titularidade
– 2 extratos com a movimentação dos últimos 30 dias
– Consultas via internet liberadas
Para quem usa mais
As instituições também são obrigadas a oferecer quatro pacotes padronizados.
Eles devem conter os mesmos nomes e oferecer o mesmo número de serviços.
O objetivo é ajudar o consumidor na hora de fazer a pesquisa .
Os bancos estão livres para criar outros pacotes, dar o nome que quiser e cobrar quanto quiser.
Também não há limite para o índice de reajuste, que pode ocorrer a cada seis meses.
O que fazer
O consumidor pode escolher entre o pacote essencial, que é de graça.
Pode ainda pagar pelo pacote padronizado ou o criado pelo banco.
Os valores cobrados na cesta, nesses casos, variam de empresa para empresa.
Outra opção é pagar tarifas individuais para cada serviço extra.
Se optar por um pacote de serviços, a contratação deve constar em contrato e o cancelamento pode ocorrer
a qualquer momento.
Como escolher
Verifique o que você usa e quantas vezes utiliza esses serviços.
Quantos saques faz, transferências, folhas de cheque, enfim.
Faça um balanço.
Depois, veja se dá pra racionalizar o uso e chegar a números que correspondam a sua realidade.
Depois, veja o que o seu banco e a concorrência te disponibilizam.
Se não conseguir se enquadrar no pacote gratuito, pesquise e negocie.
E, lembre-se, mesmo pro pacote gratuito, você tem de fazer o pedido pro banco.
Por Rosana Rife, da A Tribuna.

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