Serviços encolhem 6,6% em maio

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A crise econômica está devastando o setor de serviços. Em maio, a receita dos serviços prestados às famílias — que representa 40% da atividade — caiu 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado, o primeiro recuo desse segmento na série estatística de Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerada a inflação, o cenário é ainda mais grave: tombo de 8,9% da receita real. O impacto provocou queda de 6,6% no faturamento de todo o setor, o segundo pior resultado da história e a 15ª retração mensal consecutiva.
Com o aumento do desemprego e da inflação, os consumidores estão cortando despesas. “A deterioração do mercado de trabalho provocou a desaceleração da massa salarial e da renda média do trabalhador. Como a carestia está abocanhando boa parte dos salários já reduzidos, as famílias demandam menos serviços”, explicou Bruno Fernandes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo(CNC).
Todas as cinco subatividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda de receita. Fernandes não vê melhora a curto prazo. “A tendência é que o saldo de empregos fique negativo no ano, com mais trabalhadores dispensados do que admitidos.”
Para economistas e lojistas, o cenário é pior do que o da crise de 2009. “Mesmo naquele ano nós crescemos”, afirmaram os empresários Fábio Boselli e Bianca Luz, donos de uma loja especializada em festas infantis. Desde que compraram o estabelecimento, em 2001, só foram saber o que é crise há dois anos. “Nosso faturamento cresceu até 2012. Desde então, os lucros estão em queda livre e a margem, cada vez mais apertada”, lamentou Bianca.“Em junho, a receita caiu 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Não sabemos mais o que fazer, a não ser torcer por uma recuperação urgente da economia”, disse Fábio.
Fonte: Correio Braziliense – Impresso

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