Por que ensinar empreendedorismo desde cedo?

Ensinar empreendedorismo nas escolas pode ajudar a desenvolver melhor habilidades como flexibilidade e comunicação.
ensinar-empreendedorismo-desde-cedo-noticiasFoto: Shutterstock
Após terminar a faculdade, José estava desempregado e decidiu realizar o sonho que sempre teve de empreender. Dois anos depois de abrir seu próprio negócio, ele notou que continuava encontrando problemas para se comunicar, enfrentar os obstáculos e superar suas falhas.
A história é fictícia, mas poderia ser real. Muitos empreendedores sentem dificuldades por não ter desenvolvido desde crianças habilidades importantes para quem quer empreender. Segundo um artigo da revista Harvard Business School, pesquisas reforçam que ensinar sobre empreendedorismo desde cedo acende nos jovens uma mentalidade empreendedora que faz com que eles comecem a pensar e agir como empreendedores em todos os aspectos de suas vidas. Eles passam a se comunicam melhor, a persistir com a falha e a se tornar mais flexíveis e adaptáveis para enfrentar obstáculos.
Segundo o estudo ‘From classroom to boardroom‘, elaborada pela Ernst & Young (EY), apenas 15% dos empreendedores no G20 acreditam que seu país apresenta uma cultura de incentivo ao empreendedorismo. O levantamento defende que os governos devem apoiar as gerações de jovens empresários através da adoção de políticas de educação de longo prazo, a fim de criar uma cultura do empreendedorismo duradoura.
O vice-presidente de mercados da EY, Luiz Sérgio Vieira, explica por que é importante antecipar a ensinar o empreendedorismo: ‘quanto mais cedo começar o ensino do empreendedorismo, mesmo que de forma lúdica, ajuda para que as crianças comecem a desenvolver essa cultura, pois vários jovens têm o desejo de empreender, mas não estão preparados.’
Mas como trabalhar essa questão?
O estudo da EY aponta 6 passos para que os governos consigam incentivar o empreendedorismo:
1. Criação de um visto multilateral para empreendedores e startups no G20;
2. Começar cedo o ensino do empreendedorismo;
3. Encorajar o networking internacional;
4. Manter programas educacionais durante o ensino secundário,
5. Focar na qualidade dos empreendedores e dos empregos;
6. Estabelecer programas para vincular cultura e educação de impacto.
Na prática
‘Criatividade, comunicação, inovação, e potencialização do espírito de liderança são habilidades que podem ser desenvolvidas em programas de ensino do empreendedorismo’, explicou Vieira. Diversas iniciativas já foram encontradas em escolas e instituições do Brasil e do mundo. Uma escola da Inglaterra, por exemplo, iniciou um projeto para crianças de 7 anos receberem recursos como incentivo para abrir um mini negócio e a fazer lucro. ‘Não tem uma formula única, mas, normalmente, os programas de ensino querem estimular as crianças a se engajar com a sociedade e a desenvolver o espirito empreendedor’, pontuou ele.
No Brasil, a Empreenda Sonhos, no Rio de Janeiro, tem como proposta de estimular o ensino do empreendedorismo desde a infância através de dinâmicas, oficinas e jogos. As crianças aprendem brincando conceitos de gestão, marketing, sustentabilidade, finanças, gestão, entre outros.
Fonte: Santander Negócios & Empresas

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