Para viagens de negócios, um ano de estagnação

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As vendas de viagens de negócios, faturadas pelas operadoras de turismo brasileiras, devem crescer 0,4% neste ano ante 2015, projeta o presidente da Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), Eduardo Murad Jr. Embora a expansão seja marginal e bem inferior à variação da inflação – economistas ouvidos pelo Banco Central preveem um IPCA de 7,6% este ano -, o executivo diz que esse cenário aponta que o pior momento por que passa o setor pode ter passado.
Segundo a entidade que representa operadoras donas de 90% dos negócios nesse segmento no país, as vendas geradas pelas viagens de negócios no Brasil tiveram redução de 3,6% em 2015, totalizando R$ 38,7 bilhões, ante R$ 40,2 bilhões um ano antes.
“É muito cedo para fazer previsão [para 2016], mas pelo histórico do setor nos últimos anos esperamos esse pequeno aumento [de 0,4%], melhor que a retração que tivemos em 2015”, afirmou Muradi, também presidente da Alatur JTB, uma das três maiores operadoras de viagens de negócios no Brasil.
O executivo da Alagev afirma que as empresas vão racionalizar custos para manter as viagens de seus funcionários. “A gestão de viagens será olhada e feita com maior cuidado”, disse Murad.
A Alagev também prevê uma maior demanda por eventos corporativos no Brasil em detrimento de viagens ao exterior por causa do câmbio desfavorável. “Isso deve ocorrer principalmente com as viagens de incentivo”, disse Murad, referindo-se às viagens em que funcionários recebem premiação dos empregadores por desempenho.
Segundo a Alagev, as viagens de negócios foram responsáveis pela geração de 725,6 mil empregos diretos e indiretos no país em 2015, queda em relação ao ano anterior, quando o setor gerou 752,9 mil postos de trabalho. O impacto direto na economia gerado pelo setor também caiu, de R$ 75,9 bilhões, em 2014, para R$ 70,6 bilhões em 2015.
A pesquisa apontou que em 2015 as receitas geradas no segmento aéreo representaram 44,29% das vendas das viagens de negócios no país. Em seguida aparecem os ramos de hospedagem (com 33,69% das vendas), alimentação (8,56%), locação de carros (7,33%), agenciamento (4,69%) e tecnologia (1,44%).
“Apesar do cenário desfavorável, as viagens corporativas mantiveram sua posição frente à demanda, com participação relativa de 55,22% [da indústria de turismo no país] em 2015″, disse Murad.
Fonte: Valor Econômico

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