Localiza comprará mais carros neste ano

A Localiza, maior locadora de veículos do país, diz que pode crescer e ganhar participação de mercado este ano, apesar de traçar um ano mais difícil do que foi 2015 na economia. A companhia vai ampliar as compras de carros e tirar clientes de concorrentes de menor porte.
“Muitas empresas menores não vão atravessar o ano. E 50% do mercado brasileiro é de pequenas locadoras. Nós nos preparamos, com baixo endividamento e maior caixa para aproveitar as oportunidades que vão aparecer”, disse ao Valor o diretor de finanças e de relações com investidores da Localiza, Roberto Mendes. O grupo fechou o ano passado com R$ 1,4 bilhão em caixa – volume suficiente para cobrir, com sobras, compromissos que vencem ao longo dos próximos três anos, que somam R$ 1,03 bilhão.
O diretor da Localiza afirmou que a demanda corporativa por gestão de frotas vai seguir estagnada em 2016 por causa da recessão. Mas acrescentou que o aluguel de carros para lazer deve registrar expansão. “Por causa do dólar, que aumentou o turismo doméstico, e das Olimpíadas, que vão trazer estrangeiros ao país”, disse Porto.
A Localiza pretende aumentar a taxa de utilização de cada carro e adquirir mais veículos. “Em 2015, nossa taxa de utilização de 71% foi a maior da companhia”, disse Porto. Segundo ele, a empresa também deve comprar este ano mais carros que os 66 mil adquiridos em 2015. O volume de investimento pode chegar perto de 80 mil unidades, superando a histórica média de renovação da frota, que fechou o ano passado em 125 mil unidades.
Para atender um consumidor brasileiro que está ficando mais sofisticado e também estrangeiros em passagem pelo Brasil, inclusive nos Jogos do Rio, a Localiza está mudando o mix da sua frota. A fatia de modelos mais simples, de motor 1.0, caiu de 53%, em 2014, para 43% do total de veículos em 2015, elevando em 26% o preço médio dos carros comprados pela empresa.
A Localiza quer explorar a rede de atendimento no Brasil, que aumentou de 476 para 494 entre 2014 e 2015, para capturar clientes da concorrência.
Com isso, a locadora acredita poder ter em 2016 um desempenho melhor que o do ano passado, quando teve retração de 2% no lucro líquido, que ficou em R$ 402,4 milhões. A receita cedeu 0,5% para R$ 1,883 bilhão. A margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) diminuiu 1,1 ponto percentual, para 23,8%.
Fonte: Valor Econômico

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