Líderes do turismo correm para se adaptar à nova era eletrônica

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Presença on-line e off-line deve ser estratégia para hotelaria se quiser sobreviver (Foto: Fotos: Dreamstime/ Divulgação)
A tecnologia já mudou a forma como os turistas se preparam para viajar. Reservas eletrônicas, dicas de roteiros e toda a forma de comunicação com os clientes no ambiente on-line exigem das empresas maior investimento em plataformas eletrônicas e se torna determinante para sobreviver na era da disrupção.
O termo, que tem sido largamente utilizado pelo setor, é hoje a maior preocupação porque expõe fragilidades. Com a entrada da geração Y (ou geração do milênio), especialistas alertam para a importância a respeito dessa estratégia: “Continuamos [consumidores] fazendo as mesmas coisas, mas de uma forma diferente”, aponta a diretora de negócios do Google Brasil, Monica de Carvalho.
Para a executiva, a necessidade de planejar uma viagem ou procurar experiências locais continuam sendo as mesmas, mas a forma do cliente se relacionar com a empresa mudou. Agora, cabe ao mundo corporativo ofertar as soluções. Um exemplo é a AccorHotels, que deve investir até 2018 a cifra de 275 milhões de euros em um plano para fortalecer sua presença digital. Além de transformar o site próprio em uma espécie de market place, em fevereiro deste ano a rede hoteleira adquiriu 49% de participação no Squarebreak e 30% no Oasis Collections, duas startups que trabalham com aluguel de casas.
De acordo com o vice-presidente global de marketing da AccorHotels, Vivek Badrinath, nos últimos anos as empresas de turismo sofreram três momentos de disrupção. A primeira quando surgiram as agências deturismo on-line ( como Booking.com e Expedia). Depois os sites de comparação (como Kayak e TripAdvisor). Por último as plataformas de hospedagem (como Airbnb e Homeaway). “Por isso lançamos um plano de fortalecimento para reagir”, diz Badrinath, durante o Fórum Panrotas, que termina hoje em São Paulo.
Classificar hotéis
Outra plataforma lançada pela rede é o Voice Of The Quest, onde clientes podem dar a opinião e classificar os hotéis em que ficam. “A e-reputação é um fator determinante. Precisamos estar presentes antes, durante e depois da estadia.” Segundo o executivo, a inserção será determinante para o mercado hoteleiro nos próximos anos, independente do porte e da região em que está localizado. Por isso a rede resolveu aproveitar a necessidade e abrir o market place para acrescentar outras redes independentes. No Brasil, um exemplo é o Maksoud Plaza, que está inserido no sistema de vendas da AccorHotels. “Os independentes não têm recursos de investimento para construir uma plataforma e podem usar o market place e o self-booking para esta função”, aponta.
A empresa tem utilizado para conectar-se com os consumidores a ‘Melty’, solução que fornece conteúdo variado para jovens de 14 a 21 anos. “Queremos que a geração do milênio nos conheça e veja que somos cool”, brinca o executivo. Para Badrinath, agora é necessário repensar segmentos deixados para trás, como o quarto compartilhado e o hostel e ir além das viagens corporativas. “A geração Y viaja, utiliza o Airbnb e recebe o reembolso. É mais complexo. Se a gente não fizer essa geração entender a importância da qualidade, teremos problemas”, indica.
Concorrência constante
A diretora de pesquisa em viagens e turismo da Euromonitor, Caroline Bremmer, concorda. “Devemos nos preocupar não apenas com a geração Y, mas também a Z e a Alpha que logo entrarão no mercado consumidor de viagens”, aponta.
Para ela, a demanda da indústria global de turismo deve crescer de 3% a 4% em média nos próximos anos e as estratégias deverão estar relacionadas. “A compra on-line deve dobrar até 2030 e devemos atender as expectativas.” Para ela, é o momento de criar uma estratégia on-line e off-line urgente para ser competitivo. A presença em ambos os campos (dentro e fora da internet) é irreversível e tende a aumentar.
Fonte: DCI

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