Impostômetro atinge R$ 1 tri 15 dias mais cedo que em 2013

Um trilhão de reais: este foi o total arrecadado por impostos no Brasil em 2014 até as 11 horas desta terça-feira.
Por hora, são cerca de R$ 159 milhões. Por segundo, R$ 44 mil.
A estimativa é do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e inclui tributos municipais, estaduais e federais.
O valor será atingido 15 dias antes do que no ano passado. Para Rogério Amato, presidente da ACSP, isso significa aumento da carga tributária:
“É um descompasso: a arrecadação cresce mais do que a economia brasileira. O contribuinte paga muito e, em contrapartida, não tem um retorno compatível – os serviços públicos deixam a desejar.”
Turnê
Para chamar atenção para o assunto, a ACSP vai levar a partir de hoje o “Caminhão do Impostômetro” para seis cidades do interior paulista: Sorocaba (13/8), Campinas (14/8), Mogi das Cruzes (15/8), São Carlos (18/8), Santos (19/8) e São José dos Campos (20/8).
Ele ficará estacionado em pontos estratégicos e terá atividades lúdicas e educativas para chamar a atenção sobre os impostos embutidos em vários produtos.
Uma lei que obriga as empresas a discriminar os impostos na nota fiscal foi regulamentada recentemente, mas a fiscalização será apenas orientadora até o fim do ano.
O painel do Impostômetro foi instalado em 2005 na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, e também pode ser acompanhado pela internet.
Carga tributária
A carga tributária brasileira subiu 10 pontos percentuais só nos últimos 20 anos. Na América Latina, só perdemos para a Argentina no peso dos impostos.
O brasileiro médio trabalha 151 dias por ano (5 meses) para quitar sua parcela, segundo o IBPT.
Como a participação dos impostos indiretos é desproporcional e pesa mais sobre os mais pobres, os brasileiros mais ricos acabam tendo uma carga tributária menor do que na média do G-20, segundo a PwC.
A sonegação também é alta e já atingiu R$ 300 bilhões em 2014, segundo estimativa do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).
Por João Pedro Caleiro, da Exame.com.

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