Estudo do MTur aponta competitividade de Belo Horizonte acima da média das capitais

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Belo Horizonte cresceu, de 75,5 para 77 pontos e ficou acima da média das demais capitais brasileiras (66,9) e da média Brasil (58,8) na avaliação do Índice de Competitividade do Turismo Nacional, realizado pelo Ministério do Turismo, em maio deste ano. Os dados do estudo foram divulgados essa semana pelo órgão federal. A capital mineira foi melhor avaliada nos aspectos: capacidade empresarial, economia local, marketing e promoção do destino, infraestrutura geral, acesso e serviços e equipamentos turísticos. Também foram analisados: políticas públicas, monitoramento, aspectos ambientais, cooperação regional, atrativos turísticos, aspectos culturais e aspectos regionais.
De acordo com o presidente da Belotur, Mauro Werkema, o estudo tem o intuito de mensurar, de forma objetiva, diversos aspectos que indicam o nível de competitividade dos destinos, o que auxilia na avaliação e desenvolvimento de políticas públicas. “O resultado deste ano nos deixa muito otimistas, pois mostra a vitalidade do setor na capital mineira, principalmente neste momento em que Belo Horizonte vem se preparando para receber importantes eventos internacionais”, disse.
A análise individual dos itens aponta a capital mineira com uma boa avaliação em relação à média das outras capitais em 12 dos 13 aspectos estudados (vide quadro abaixo).
Em relação à capacidade empresarial, Belo Horizonte obteve nota 93,2, enquanto que a média das capitais foi de 86 pontos. Foram fatores diferenciais para que a capital mineira recebesse essa nota: a presença de instituições de ensino e de escolas de formação em idioma estrangeiro; possuir pessoal local qualificado para trabalhar em cargos de gerência ou administrativos em meios de hospedagem; ter a presença de grupos de redes nacionais e internacionais do setor de turismo no segmento de locação de automóveis e redes de meios de hospedagem, dentre outros.
A economia local atingiu 84,5 pontos, contra 75,4 das demais capitais brasileiras. Foram pontuadas a presença de caixas eletrônicos de autoatendimento para saques com cartões de crédito internacional; o acesso gratuito à internet em locais públicos por meio do projeto BH Digital; a existência de casas de câmbio; a existência de polos econômicos como a moda, gastronomia, tecnologia da informação, biotecnologia, etc; dentre outros aspectos favoreceram a avaliação do item.
No aspecto marketing e promoção do destino a média das capitais foi de 50,1 enquanto que Belo Horizonte atingiu 30 pontos a mais, obtendo 81,1 pontos. O fato da cidade participar continuamente de feiras e eventos para promover o destino turístico Belo Horizonte nos mercados nacional e internacional; a existência de um plano de marketing; a agenda de eventos da cidade; a distribuição de material promocional trilíngue, além da página oficial de turismo de Belo Horizonte, são itens que destacaram a capital mineira em relação às outras.
A infraestrutura geral de Belo Horizonte foi avaliada com 80,9 pontos, enquanto que as outras capitais obtiveram 75,4. Foram bem avaliados a disponibilidade de serviço público de atendimento médico 24 horas; a presença da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, órgãos de conservação urbana; abrigos de ônibus e iluminação no entorno das áreas turísticas.
Em relação ao acesso, a média das capitais foi de 74,9. Já Belo Horizonte atingiu 80,7 pontos. Foram fatores determinantes para a pontuação da capital nesse aspecto: o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, com oferta de lojas, restaurantes e serviços, Centro de Atendimento ao Turista, facilidades para pessoas com mobilidade reduzida e transporte de passageiros no desembarque; e ainda a disponibilidade de metrô e serviços de táxi regularizados e padronizados na capital.
Também com 80,7 pontos, acima da média de 69,1 das capitais, no aspecto serviços e equipamentos turísticos foram analisados: sinalização turística, centro de atendimento ao turista, espaço para eventos, capacidade dos meios de hospedagem, capacidade do turismo receptivo, estrutura de qualificação para o turismo e a capacidade dos restaurantes.
Entenda o estudo – O objetivo do estudo é auxiliar destinos turísticos, fornecendo informações que contribuam para a análise e evolução da atividade turística. Realizado desde 2008 pelo Ministério do Turismo, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Competitividade do Turismo Nacional – 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, o estudo gera índices em 13 dimensões ligadas à atividade turística permite monitorar a eficiência de um destino turístico sob a ótica da competitividade – conceito que impulsiona o destino a superar-se ano após ano, proporcionando ao turista uma experiência cada vez mais positiva.
Do PQN Portal da comunicação.

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