Em tempo de crise, segmento do turismo reinventa as férias para caberem no seu bolso

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Junho está chegando e para muitos o mês é sinônimo de férias, descanso e viagens. É a época ideal para ir à praia, visitar a família ou conhecer um lugar completamente novo. Mas como aproveitar a alta temporada do verão brasileiro em meio a um período tão delicado para a economia do País? É possível driblar esse cenário e aproveitar alguns dias de sombra e água fresca? Ou é melhor adiar a viagem? Quais os melhores destinos? E qual a melhor forma de viajar?
DINHEIRO consultou profissionais do segmento de viagens para auxiliar quem não vê a hora de fazer as malas. Segundo eles, planejamento financeiro e muita pesquisa são essenciais para quem quer aproveitar a folga, seja dentro ou fora do Brasil. O conselho é: não desmarque sua viagem, apenas faça as adaptações necessárias.
Essa é a dica da representante da CVC em Manaus, Isabel Tavora. Ela admite que a alta temporada (junho e julho) foi prejudicada por um efeito em cascata decorrente do aperto na economia brasileira e da alta repentina da cotação do dólar no primeiro semestre. No entanto, segundo ela, os setores de turismo e hotelaria se adaptaram para continuar oferecendo boas opções para o turista.
“Não é preciso desistir de viajar. Os chamados tempos difíceis foram responsáveis pelo aumento do dólar, mas também impulsionaram promoções bastante atrativas tanto nas companhias aéreas quanto nas rede hoteleiras”, conta.
Entre as estratégias de agências de turismo como a CVC, está o parcelamento de passagens e pacotes em até 10 vezes sem juros, inclusive com pagamento em boleto bancário. “Devido a essas facilidades, destinos não tão usuais como Maceió, Natal e Florianópolis tiveram sua procura aumentada em 60% para o período”, ressalta.
Adaptações
Para quem quer viajar para fora do País, a dica do proprietário da Acram Turismo, Acram Isper, é programar a viagem com antecedência. “Mas os que ainda quiserem aproveitar a alta temporada, destinos como Aruba e Curaçao estão em evidência com pacotes completos a partir de U$$ 1.000”, adianta
Já a diretora da Paradise Turismo, Cláudia Mendonça, recomenda aos turistas a escolha de hotéis do tipo All Inclusive – com todas as refeições incluidas – para baratear os custos e optar por alternativas como os cruzeiros dentro e fora do País. “Os cruzeiros são econômicos porque podem ser pagos em Real e parcelados em várias vezes. Com todas as refeições e diversões inclusas eles são os “queridinhos” da alta temporada”, sugere a empresária.
Destinos alternativos
Além de Estados Unidos e Fortaleza, o turista pode optar por destinos com preços promocionais como Natal e Maceió. A aquisição de pacotes que já contenham hospedagem, alimentação e aluguel de carro inclusos pode ser uma alternativa econômica.
Os cruzeiros garantem uma semana de diversão com tudo incluso por preços atrativos e que podem ser parcelados em até dez vezes. Comprar apenas o essencial e passear mais: essa é a principal dica e vale, em especial, para quem vai viajar para fora do País.
Fonte: A Crítica

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