Demanda por passagens deve crescer 7,5% este ano

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A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) projeta crescimento de 7,5% na demanda doméstica do setor este ano, o que deverá trazer impactos diretos também para o setor de locação de automóveis. Um levantamento estatístico da entidade sugere uma tendência de alta de 3,5% na oferta de assentos, mas o consultor técnico da organização, Adalberto Febeliano, disse ontem que não dá para “garantir” esse percentual.
Segundo Febeliano, as estatísticas anualizadas do último quadrimestre trazem sinais de recuperação do setor para o médio e longo prazos. A atual projeção de crescimento da demanda, inclusive, está bem próxima às variações médias históricas do mercado, afirmou, durante conversa com jornalistas.
João Claudio Bourg, presidente executivo da ABLA, diz que na prática a locação de automóveis acaba se transformando em um meio de transporte complementar ao avião, seja a partir do aluguel no próprio aeroporto, seja fazendo a reserva do automóvel em uma das empresas que atuam na área urbana de cada destino.
Com o automóvel alugado, o turista que chega de avião fica livre ampliar o horizonte de sua viagem, conhecendo não apenas a cidade/destino em si, mas também as atrações turísticas próximas. “Um turista de lazer, ou mesmo de negócios, que chega de avião a Salvador, por exemplo, ao alugar um veículo poderá conhecer também, com muito mais facilidade, o litoral baiano e até outros Estados do Nordeste”, exemplifica Bourg. Assim, os aumentos de demanda e de oferta de assentos nos aviões tendem a ser positivos também para o setor de locação de veículos.
Em dezembro, a oferta doméstica das companhias aéreas cresceu 10,8% sobre novembro e 5,8% na comparação anual. A demanda, em seu melhor desempenho no ano, avançou 10,5% em relação a novembro e 7,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. O fator de aproveitamento, que mede o nível de ocupação nos voos, ficou em 79,1% em dezembro.
Para Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, o tráfego de passageiros empresariais durante a Copa poderá cair “drasticamente”. Segundo o representante da entidade, o histórico das Copas mais recentes mostra que há queda no tráfego nos países-sedes durante a realização da competição. “No ano seguinte à Copa, o tráfego geralmente sobe, por causa da forte divulgação dos destinos turísticos locais no exterior”, afirmou.
Sanovicz disse ainda que o grande mérito histórico do setor aéreo é o fato de o preço médio das passagens ter caído pela metade desde 2003 – primeiro ano da liberdade tarifária. No consolidado do ano passado, a demanda do setor subiu 6,5%, enquanto a oferta teve alta de 2%.
Fontes: Valor Econômico e ABLA

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