BH Airport avalia conclusão das obras inacabadas

O Terminal 2 do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) já era para estar sendo construído, mas está atrasado e esse não é o único desafio do concessionário. A previsão inicial do BH Airport, que assumiu em agosto do ano passado, era começar as obras em janeiro, para entregar no prazo previsto em contrato, que é abril de 2016. Mas, segundo a assessoria de imprensa do concessionário, o projeto ainda está sendo analisado pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Além desse atraso, tudo indica que a empresa vai herdar as obras inacabadas do Terminal 1.
Em agosto do ano passado, o consórcio Marquise/Normatel, que iniciou a reforma do Terminal 1 em setembro de 2011, desistiu do contrato e entregou a obra pela metade. A empresa foi respaldada pela 22ª Vara Federal do Distrito Federal, em novembro de 2014.
A Justiça concedeu liminar favorável à construtora, permitindo que ela rompesse o contrato. A rescisão foi formalizada pela Infraero no dia 19 de janeiro.
A responsabilidade pela contratação e término da obra inacabada é da estatal. No entanto, segundo a assessoria de imprensa do órgão, é a BH Airport quem definirá os rumos a serem tomados para concluir a reforma.
Por meio de nota, o concessionário afirma que “ está contribuindo para a solução do problema, avaliando junto à Infraero as alternativas para a melhor maneira de se retomar as obras de responsabilidade do Poder Público.” Essas alternativas são duas: ou a Infraero faz uma nova licitação ou o BH Airport assume.
Tudo indica que a segunda opção é a mais provável. Além da demora de um novo processo licitatório, o concessionário precisa ver essas obras concluídas o mais rápido possível, para realizar as intervenções previstas do contrato de concessão, como a construção do Terminal 2, por exemplo.
A pendência não é novidade. A necessidade de resolver a questão também não. No fim do ano passado, o diretor-presidente do BH Airport, Paulo Rangel, já cogitava a possibilidade de participar da solução, em conjunto com a Infraero.
“Não temos o interesse em assumir essa obra, mas temos o interesse em resolver o problema. Na verdade, o interesse é público e, se depois de esgotadas todas as possibilidades Infraero, que é a responsável pela reforma, aí sim podemos iniciar uma conversa para conciliar, da melhor forma, com nossas obras futuras”, explicou Rangel, em entrevista concedida ao jornal O TEMPO, em outubro de 2014.
Desde 2011
Relembre. A reforma do Terminal 1 começou 2011 e deveria ter sido entregue em 2013. Atrasos encareceram o custo. A Marquise pediu aditivos, mas não recebeu e, em agosto de 2014, desistiu.
Por Queila Ariadne, do iG Minas Gerais.

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