Só neste ano, país fechou negociações com Colômbia, México e Uruguai para redução de tarifas

Cresce o interesse dos países latino-americanos pelos veículos brasileiros. Emoutubro, a presidente Dilma Rousse e seu colega colombiano, Juan Manuel Santos, firmaram acordo que estabelece a isenção da cobrança do imposto de importação para automóveis e veículos de carga de até 3, 5 toneladas por meio de uma política de cotas pre-determinadas. No primeiro ano, serão 12 mil unidades, passando para 25 mil no segundo ano e 50 mil do terceiro ao oitavo ano. O entendimento coma Colômbia é o terceiro acordo automotivo armado em20 1 5 pelo governo brasileiro – antes, foramfechados com México e Uruguai. Com apenas três montadoras instaladas no país (Renault, GMe Mazda), a Colômbia é hoje o terceiro maior mercado da América do Sul (atrás de Brasil e Argentina), com perspectiva de crescimento de 4% neste ano e demanda anual de 300 mil veículos.
Segundo Carlos Augusto Grabois Gadelha, secretário de desenvolvimento da produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o acordo coloca o Brasil em pé de igualdade comos demais países com que a Colômbia mantém acordos. “O tratado cria condições para expansão da produção brasileira e tira a desvantagemque tínhamos emrelação ao México”, aarma. O setor automotivo comemorou o acordo. “Abusca de novos mercados constava das sugestões do Exportar-Auto, entregue pela Anfavea ao governo, e está em consonância como Plano Nacional de Exportações. É um grande passo para as exportações brasileiras e deve ser um esforço contínuo”, destaca Luiz MoanYabikuJunior, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) . Atualmente, o Brasil possui seis acordos no setor automotivo. Em junho, foi renovado o entendimento coma Argentina que prevê a exportação de até 1,5 milhão de unidades e importação de 500 mil veículos. No caso do Uruguai, o acordo fixa o envio de até 10.056 veículos comisenção de alíquotas e de US$ 99,6 milhões emautopeças. Com o México, o tratado determina uma política crescente de cotas livres de imposto de importação, que se iniciacom US$ 1,56 bilhão no primeiro ano. Apartir do quinto ano, o acordo prevê o livre comércio.
 
Enquanto o mercado automotivo brasileiro amarga uma queda superior a 20%, para um segmento parece não existir crise –o dos veículospremium. Alémdeinvestir pesado nafabricação de carros no Brasil, marcas como Audi, BMW, Jaguar, Land Rover e Mercedes-Benz vêmcomemorando sucessivas altas nos números de venda.                                                                                                                                                           “Nos últimos três anos, a Audi cresceu mais de 150%, umenorme avanço para a marca. Em20 1 5, j á crescemos 36%. Comtodos os investimentos de longo prazo que temos feito emvendas, pós-vendas, marketing, portfólio de produtos e naprodução em São José dos Pinhais, acreditamos que 20 16 será mais um ano positivo, apesar do cenário desafiador na política e economia”, aarmaJorg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil.                                                                                                                                                                                                                                                       Segundo ele, o setor premium representa apenas 2% do mercado total de automóveis no Brasil. É nesse dado que as marcas apostampara ver potencial de crescimento. Na China, por exemplo, o segmento premiumocupa 10% do mercado automotivo, enquanto na Europa chega a 20%. “A estimativa é de que o setor de carros de luxo triplique até 2020. Por isso, investimos mais de R$ 500 milhões para dar início àprodução local no Brasil”, diz Hofmann.                                                                                                                                                                                                                                  “Em um ambiente emque o mercado premiumde automóveis no Brasil continua mostrando crescimento, a agência tem apoiado as novas montadoras de luxo no sentido de atrair e adensar a cadeia de fornecedores desse segmento no país”, afirma Alexandre Petry, coordenador de investimentos da Apex-Brasil (AgênciaBrasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) .                                                       “Até outubro, só a Mercedes-Benz registrou um crescimento de mais de 60%. Alguns dos pilares determinantes para esse movimento ascendente são o anúncio da fábrica no Brasil, o lançamento de novos produtos e a contínua expansão da rede de concessionários, atualmente com52 pontos de venda. Estamos presentes emmais regiões que entendemos ter alto potencial de crescimento para nosso mercado”, ressalta Dirlei Dias, gerente sênior de vendas e marketing da Mercedes-Benz.
 
Fonte: Valor Econômico

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