Smartphones são os roteadores dos carros conectados

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Pela primeira vez em 17 anos, o Futurecom abriu espaço para o debate sobre carros conectados e, conforme demonstraram as montadoras, isso faz todo o sentido: os fabricantes deixaram claro que os smartphones serão (e em alguns casos já são) a ferramenta de conectividade por excelência dos veículos.

“Até 2017, teremos mais de 200 milhões de celulares no Brasil, e 97% serão smartphones. A plataforma de conexão com os smartphones é, então, fundamental”, destacou o diretor de marketing da GM no Brasil, Samuel Russell. “A conectividade tem que ser feita pelo smartphone”, emendou o diretor de marketing da PSA Peugeot Citröen, Fabrício Biondo.

Como ressaltaram os representantes das montadoras, parte desse novo mundo já existe, inclusive no Brasil. “Temos leituras de sistemas do carro, aplicativos que permitem operar sistemas pelo celular, serviços de emergência e de segurança, como a possibilidade de monitorar uma rota. Essas coisas já são realidade hoje”, disse Russell.

O gerente de engenharia eletroeletrônica da Fiat Chrysler, Alexandre Abreu, lembra, porém, que esse movimento precisa ser ampliado, particularmente em um país como o Brasil, para os carros dos segmentos de entrada e para os compactos, onde estão os modelos mais baratos. “É necessário massificar essa conectividade”, afirmou.

Até aqui, há exemplos isolados desse movimento, a começar pela própria Fiat, que há alguns anos já adotava um sistema batizado de kit connect em modelos do Stylo, que possibilitava, por exemplo, falar ao telefone em viva voz. A GM lançou inicialmente seu sistema MyLink nos Onix, tendo a massificação em mente. Mas os principais recursos modernos de conectividade são de carros top.

“Para o nosso país, onde o canal será o smartphone, isso exige que o smartphone também esteja preparado para conversar com o automóvel. E, para termos conectividade, há uma série de questões que temos que resolver”, lembrou Biondo, da PSA. “Conectividade é primeiro passo para se chegar a um carro autônomo. Sem ela nunca vamos chegar lá”, emendou.

As teles, porém, acreditam que isso será endereçado. “Infraestrutura é um grande desafio. Mas ao longo do tempo o mercado de telecom tem sabido evoluir para atender demandas que não estavam planejadas previamente. Entao, tenho certeza que a indústria, as operadoras conseguirão fazer. E já temos um ótimo ponto de partida, a cobertura nacional de 3G e 4G”, apontou o diretor de inovação da Telefônica, Pablo Larrieux.

Article source: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41004&sid=95

 

Fonte: MídiaTuris

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