São Paulo é apenas a quinta cidade mais congestionada

A frota de carros não para de crescer porque o número de veículos vendidos no mercado interno (cerca de 3,5 milhões por ano) é muito maior do que os que saem de circulação.
Mas quem pensa em deixar a cidade de São Paulo para fugir dos congestionamentos tem que tomar cuidado para não optar por outra cidade com o trânsito tão– ou mais – congestionado. Segundo a empresa de tráfego Tom Tom São Paulo é apenas a quinta colocada no ranking das cidades mais congestionadas do Brasil no horário de pico. Quem mais sofre com os congestionamentos são os recifenses. A capital pernambucana é a cidade mais congestionada, segundo o estudo: chega a ter 60% das suas vias paradas nos horários de pico, enquanto São Paulo tem mais da metade das vias em boas condições de trânsito: apenas 45% ficam congestionadas nos horários de maior movimento pela manhã e no final da tarde.
Salvador aparece em segundo lugar no ranking das cidades brasileiras com mais congestionamento. A capital baiana tem 59% das vias com trânsito pesado (parado ou em ritmo lento) nos horários de pico. Em seguida vem Rio de Janeiro, com 55% de vias congestionadas e em quarto lugar aparece a cidade de Fortaleza com 48% (veja a lista).
Mesmo aparecendo apenas em quinto lugar, os congestionamentos em São Paulo geram gastos bilionários. Estudo feito pelo professor da Puc/SP, Antonio Carlos de Moraes, indica que os congestionamentos na maior metrópole do País resultam numa perda de R$ 31,3 bilhões, conforme dados de 2012. O dado anterior, de 2008, registrava um prejuízo de R$ 26 bilhões.
O cálculo é feito levando em conta vários aspectos, mas os três maiores prejuízos aos congestionamentos ocasionados aos usuários, conforme os estudos, são a perda de tempo, o consumo adicional de combustível e a poluição (sonora e atmosférica). O aumento de trânsito amplia também o número de atropelamentos, com prejuízo de horas de trabalho dos acidentados, gastos com hospitalização, indenização e seguros. E aumenta o nível de estresse nos motoristas e pedestres.
Por Joel Leite, do Uol.

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