Produção nacional não vai baratear carros de luxo

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De G1

O custo de importação será substituído pelo “custo Brasil” nos carros de luxo fabricados no Brasil, segundo analistas de mercado. Dessa forma, os preços não ficarão menores com a tarja “made in Brazil”. Os atuais 35% de II, adicionados ao IPI majorado de 30%, serão convertidos em gastos com o processo produtivo no país.
Audi, BMW, Land Rover e Mercedes-Benz já anunciaram suas fábricas no país, mas o custo de produção no Brasil deverá ser tão alto quanto importar diretamente de suas matrizes. Aqui, a conta leva em consideração mão de obra especializada, peças e componentes locais ou importados, matéria-prima, maquinário, energia elétrica, água, logística, impostos, distribuição, lucro dos concessionários e da própria montadora, entre outros.
A Anfavea aponta que a mão de obra é o maior custo no processo. A PriceWaterhouseCoopers (PwC) divulgou que um carro compacto no Brasil gera gastos com manufatura da ordem de US$ 1,4 mil, o mesmo valor de EUA e Japão, mas superior ao do México e inferior ao de Alemanha e Reino Unido.
No entanto, outro fator que encarece o produto “made in Brazil” é a complicada carga tributária do país, que em alguns casos representa 33% do preço final de um automóvel. Além disso, também há de se levar em conta a logística deficitária, o alto custo do frete e outros pormenores, que acabam gerando gastos elevados no processo, tornando o carro nacional mais caro por aqui do que na América Latina, por exemplo.
BMW Brasil 4 700x270 Produção nacional não vai baratear carros de luxo
As quatro montadoras “premium” deverão manter uma política de não alteração de preços. A Audi pretende produzir os modelos A3 Sedan e Q3, enquanto a BMW aposta nas Séries 1 e 3, além de X1, X3 e no MINI Countryman. Já a Mercedes-Benz adianta que seu Novo Classe C está mais sofisticado e, portanto, mais caro. Ela também fará o SUV GLA. A Land Rover ainda faz mistério, mas o Evoque parece ser o candidato a ser o primeiro Range Rover nacional.
Para o consumidor, se o preço não cai, pelo menos o custo de manutenção e a acessibilidade às peças deverá melhorar, reduzindo também a depreciação, geralmente alta em carros de luxo importados. O mercado premium no Brasil deverá ser menos centrado no Sul-Sudeste, visto que a rede de concessionários obrigatoriamente terá de aumentar por causa do volume e da demanda.
Fonte: Notícias Automotivas

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