Procura está cada vez maior por rastreadores para veículos

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De Tribuna da Bahia

De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras, mais de 470 mil veículos foram roubados em 2013. Quem está dentro dessas estatísticas garante: gostaria de ter outra forma de garantir a sua segurança, fora dos padrões estabelecidos pelas seguradoras.
 
Pensando nisso é que o número de vendas de rastreadores e bloqueadores de carros só aumenta. A Tribuna da Bahia percorreu algumas lojas e em todas elas, o saldo de vendas foi positivo. A Center Capas, loja especializada em acessórios para carros, vende uma versão da marca Pósitron, que faz o bloqueio automaticamente. “A maioria da procura é de quem não tem seguro e quer pagar um valor menor pelo serviço parecido. Normalmente  vendemos uns 15 mensalmente, o que impede que haja uma venda maior é o fato de que os veículos que possuem alarme de fábrica, não podem ter esse tipo de aparelho,” explica o vendedor, Roberto Sergio.
 
Em caso de furto, o dono do veiculo pode acionar o bloqueio das funções através do 0800 da empresa, e automaticamente o carro para e só volta a funcionar após a permissão do proprietário. Para ter esse tipo de serviço, na Center Capas , o cliente tem que desembolsar R$ 160 para fazer a instalação e R$ 70 mensais para a manutenção do equipamento.
 
De acordo com o gerente de projetos da full time, Fernando Lopes, empresa especializada em  proteção automotiva,  apesar de ainda ser muito usado para evitar assaltos, esse não é o principal motivo que leva os proprietários de veículos a optarem pelo serviço.”Hoje o rastreamento deixou de ser um item para segurança de roubos, apesar de ainda ser muito usado para esse fim, mas hoje sua principal característica, é o uso pelos lojistas. Os donos de pequenas frotas de veículos que querem saber onde estão seus carros e que buscam averiguar se o seu empregado, que está dirigindo o veiculo, está mesmo trabalhando no local indicado,” informa.
 
O consumidor precisa estar atento. Segundo Lopes, o sistema de bloqueio e de rastreamento, não é 100% garantido. “Hoje existe um aparelho, chamado Rammer, que impede que o veiculo roubado imita o sinal a sede, que fica sem poder realizar o bloqueio do automóvel. Muitos assaltantes hoje, já conhecem e usam o Rammer,” explica  o gerente de projetos da full time.
 
Apesar disso, a proprietária da loja Senna Rastreadores, Denise Tosta, garante que o aparelho que ela possui, trabalha com o anti rammer. “Temos um sensor que detecta o uso do Rammer e automaticamente, muda o código do aparelho, impedindo que ele haja sobre o veiculo. Além disso, ele monitora, localiza, rastreia e bloqueia o carro. Tudo é feito através de um programa instalado no celular. É possível também controlar até onde o carro pode ir e a velocidade que ele pode atingir, além de verificar o trânsito antes de sair de casa,” explica Tosta.
 
A tecnologia não para por aí, o mesmo rastreador contém um botão do pânico que avisa que o proprietário do automóvel, está correndo riscos. “Caso passe por alguma situação de perigo, o condutor pode imediatamente apertar o botão do pânico, e nós já sabemos que algo de errado está acontecendo. O celular da pessoa vai tocar na mesma hora, e pedir uma senha que só o cliente sabe. Se ele não atender, o programa liga para um dos contatos de segurança, que passam a monitorar onde está o veiculo,” conta  a proprietária da loja Senna Rastreadores.
 
Os interessados vão ter que desembolsar, R$ 130 para a instalação, e R$ 59 mensais para continuar recebendo o serviço. Valor muito menor do que o cobrado pelos seguros de automóveis. “Somos procurados por motoboys, caminhoneiros e famílias de classe média. Principalmente aqueles que têm filhos que usam muito o carro à noite. O rastreador dá o que o seguro não dá, permite fazer o rastreio o tempo inteiro,” pontua Tosta.
 
Segsat lança rastreador com seguro a preço popular, a partir de R$ 69
 
seguro contra roubo, furto e incêndio e que  dispensa análise de perfil, não precisa definir quem dirige o carro, não fixa limite de quilometragem, o veículo pode ser novo ou seminovo e não importa onde esse carro circule ou passe a noite. E tem mais: com a contratação desse serviço, o cliente ainda passa a ter direito a uma Assistência 24 Horas, que abrange o atendimento para chaveiro, mecânico, reboque, dentro outros. É isso que a Segsat Rastreamento acaba de lançar: o Segsat Prime. “Se o veículo for roubado e não for localizado, a Mapfre Seguros garante a indenização de 100% do valor do carro, com base na Tabela Fipe. Além disso, o produto vem com vários benefícios agregados”, explica o diretor da empresa, Sérgio Baptista.
 
Segundo Baptista, o crescente número de roubos e furtos, em várias localidades do Brasil, e o baixo percentual de veículos segurados e/ou rastreados – não chegando a 40% da frota nacional – criou um nicho que precisava ser atendido. “Donos de veículos seminovos ou mesmo pessoas cujo perfil encarecem o seguro, têm uma limitação para adquirir esse tipo de proteção. Então, fizemos uma parceria com uma das maiores seguradoras do país, a Mapfre Seguros, e conseguimos desenhar o Segsat Prime, que atende a esse público e oferece um preço 50% mais barato que a média de mercado”, declarou.
 
Os carros foram divididos em dois grupos e o serviço custa R$ 69,90 e R$ 89,90 por mês, dependendo do modelo, e mais R$ 100,00 pela instalação do equipamento. ” É importante que o interessado em contratar o Segsat Prime (com seguro) acesse o nosso site e veja se o seu veículo consta na lista e quais as regras para a contratação do serviço e dos diretos aos benefícios, como chaveiro e assistência 24 horas”, esclareceu Sérgio. Para contratar o serviço, o cliente liga para a Segsat e fecha tudo por telefone. Em Salvador, as instalações dos rastreadores são realizadas na concessionária Fiori da Av Paralela.
 
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o índice de furtos e roubos de carros chegou a 7.536 casos em Salvador, no ano de 2013. Desses, 3.833 casos ocorreram no primeiro semestre. Já este ano, a violência aumentou e o número de carros roubados e furtados chegou a 4.064, o que representa um aumento de 6% em comparação ao mesmo período do ano passado. “Essa violência não é local, mas nacional, e as pessoas precisam se proteger. De modo geral, esse é um produto que chega para garantir a segurança de um público que, até então, só podia contar com a sorte na hora de proteger o seu bem”, concluiu.
 
Fonte: Portal do Trânsito

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