Os desafios do Uber, a empresa temida pelos taxistas

O Uber, a companhia de tecnologia mais valiosa da atualidade, causa reviravoltas por onde quer que passe. A cada nova cidade em que desembarca, causa levantes de taxistas ou prefeituras contra o serviço, que oferece motoristas particulares por um aplicativo. Ainda assim, continua crescendo e se expandindo e pode mudar o trânsito para melhor.
A empresa de cinco anos, avaliada em US$ 41 bilhões, é “uma empresa de tecnologia que conecta motoristas a passageiros focada em mobilidade urbana”, segundo Guilherme Telles, diretor geral da empresa no Brasil.
Ao pedir um carro pelo aplicativo, o usuário deve ter uma experiência com pompa. Tanto carro quanto serviço são superiores e mais luxuosos. Em São Paulo, o serviço Uberblack é 5% mais caro que um taxi comum na bandeira 1. Em fins de semana ou à noite, é até mais barato.
Motoristas
O preço competitivo ficou ainda mais baixo. Nos Estados Unidos, o preço do serviço UberX caiu 20% – uma tentativa de aumentar a popularidade da empresa.
Muitos motoristas reclamaram da medida e, em 2014, protestos tomaram diversas cidades, como Nova York, Santa Monica, San Francisco e até Londres. Segundo eles, a porcentagem do pagamento que vai para a Uber – 20% – é muito alta.
A escolha e valiação dos motoristas parceiros também foi motivo de discórdia. Como o Uber não tem nenhum carro ou motorista contratado, trabalha com parceiros cadastrados no serviço. Mas não é qualquer um que será aceito pela empresa. Os candidatos precisam ter uma carteira de habilitação especial, atestado de antecedentes criminais e passam por horas de entrevistas até serem aceitos.
O processo não acaba aí. Os motoristas são avaliados pelos passageiros – e vice-versa. Só continuam com a parceria aqueles que tiverem uma avaliação superior a 4,6 estrelas, em uma medição de 0 a 5. No Brasil, a média dos motoristas é 4,85 estrelas.
Essa rigidez é importante para deixar “passageiros felizes e motoristas felizes”, afirma Telles, além de assegurar a segurança e qualidade do serviço.
O processo também foi um dos motivos para os protestos nos Estados Unidos. Segundo os motoristas, apenas uma avaliação negativa poderia retirá-los do sistema para sempre.
Denúncias
Com a rápida expansão do serviço pelo mundo, o serviço também recebeu algumas denúncias de assédios ou violências. O caso que ficou mais conhecido ocorreu na Índia, onde uma passageira disse ter sido estuprada pelo motorista.
Por Karin Salomão, do Exame.com.

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