Nova certificação permitirá oferta de cadeirinhas mais modernas no país

Cadeirinhas com sistema de fixação Isofix passam também a ser certificadas pelo Inmetro, informou nesta quinta-feira (16) o instituto.
A medida permitirá o comércio no país de uma linha mais moderna de assentos para o transporte de crianças.
Lançado na Europa no final dos anos 1990, o Isofix é um sistema que prende a cadeirinha a um par de ganchos soldados na estrutura do carro, posicionados entre o encosto e o assento do banco traseiro.
A solução dispensa a necessidade de ancoragem do assento infantil com o cinto de segurança. Porém, segundo o Inmetro, só 5% dos carros à venda no país vêm com esse ganchos de série.
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estuda transformar os ganchos em item obrigatório nos automóveis à venda no Brasil, como será na Argentina a partir de 2016.
Segundo Alfredo Lobo, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro, a nova regulamentação não proíbe a comercialização de cadeirinhas que possuem apenas o sistema de fixação por meio do cinto de segurança.
Em entrevista concedida para Folha, o executivo diz que os testes serão feitos fora do país. “Infelizmente não existem laboratórios desse nível no Brasil, pois o investimento é alto.”
Os fabricantes nacionais, importadores e o comércio de cadeirinhas, que dispõem do sistema Isofix, terão um prazo de até 12 meses para se adequar às novas regras.
SEM ISOFIX
O Global NCAP (empresa independente que testa a segurança dos carros vendidos no mundo) testou em novembro do ano passado algumas cadeirinhas infantis vendidas no Brasil, sem Isofix. Os testes seguiram um padrão mais rigoroso do que a norma do Inmetro e mostrou que nenhum modelo vendido no Brasil oferece o máximo de segurança.
Dos modelos testados, apenas Bebê Confort StreetyFix, Chicco Keyfit, Maxi Cosi Citi SPS e Infanti Star tiraram quatro estrelas do total de cinco. As demais cadeirinhas tiraram nota três, com exceção da Cosco High Back Commuter XP, que obteve apenas uma estrela.
Por Bruno Rosas e Felipe Nóbrega, da Folha.

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