Tendência mundial é por motores menores

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De Correio do Povo (RS) – Impresso

O diretor de planejamento e estratégia de Produto da Fiat Automóveis, e agora também diretor de Operações Comerciais da Chrysler do Brasil, engenheiro Carlos Eugenio Dutra, participou nos últimos 15 anos de uma série de desenvolvimento de motores, tanto no Brasil como na matriz da marca na Itália. Baseado em seu amplo conhecimento de tecnologia de motores, Dutra afirma que o caminho a ser percorrido hoje pela Fiat e pelas grandes marcas globais deve, necessariamente, ser o da eficiência energética.
“Este caminho é inexorável e toda a indústria o persegue. Mas há o outro lado, que é o carro visto do ponto de vista do marketing que define, por exemplo, modelos esportivos com motores potentes como símbolos máximos de status pessoal. Neste caso, não podemos referir a economia de combustível em motores com 500 HP ou mais, mas somente na performance, que é o que interessa a quem compra uma Ferrari ou Maserati”, ressalta.
No entanto, diz que esta não é a regra, mas a exceção, porque a regra hoje é o downsizing ou redução no tamanho e cilindrada dos motores. Mesmo a alta potência já pode ser concentrada em motores de quatro cilindros com turbos, ou combinada entre motores elétricos e a explosão, que se adaptem às novas regras, cada vez mais adstringentes, da preservação ambiental. Para o engenheiro, o que haverá num futuro próximo será um grande número de motores pequenos e eficientes, que serão majoritários para todas as montadoras.
“Na Fiat, nós já desenvolvemos, há no mínimo duas décadas, motores supereficientes, com quatro, três ou até dois cilindros, como o revolucionário TwinAir que equipa uma das versões do Fiat 500 na Europa. Este, faz mais de 25 quilômetros por litro. O importante é que programas como o Inovar Auto incentivam as montadoras a buscarem soluções tecnológicas que busquem o menor consumo e emissão de poluentes”, reconhece o engenheiro.
Dutra acredita que nos próximos dez anos deve se intensificar, mesmo no Brasil, a hibridização dos carros, com maior uso de motores elétricos que trabalharão em conjunto com os a explosão. “Mas no Brasil seria muito mais fácil associar o etanol à tecnologia híbrida, o que reduziria as emissões praticamente a zero. Não podemos é depender exclusivamente da gasolina, com ou sem pré-sal”, alerta.
 
Fonte: ABLA

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