Para Renault-Nissan, o Brasil não demonstra interesse por elétricos

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De Automotive Business

O governo brasileiro não demonstra interesse no carro elétrico. É isso o que declarou Carlos Ghosn, CEO do grupo franco-nipônico, que veio ao Brasil para anunciar a fábrica de motores da Nissan em Resende/RJ. O executivo não vê interesse do país em estimular a introdução da tecnologia.
A maior barreira para isso, na visão de Ghosn, é o atual nível de taxação dos carros elétricos, que inviabiliza a produção deste tipo de veículo no Brasil. Dessa forma, ele acredita que há poucas chances do segmento prosperar no mercado nacional.
Diante desse panorama, a Renault-Nissan não tem intenção de construir uma fábrica exclusiva para carros elétricos, pois não quer atuar em um nicho de mercado, onde o volume seria muito baixo para compensar o investimento. Aparentemente a ideia mudará se as regras do setor forem alteradas.
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Nissan Leaf nacional por R$ 70.000

A Anfavea já apresentou uma proposta ao governo para introdução de carros elétricos e híbridos no país com isenção de IPI, atuando em três fases: cotas anuais com crescimento gradual, peças e componentes de fabricação local e produção completa dos automóveis no território nacional. A ideia era começar com 500 carros/ano por montadora a partir de 2013, mas Brasília indicou que tratará do assunto somente este ano.
Um cálculo feito pela Anfavea, levando em consideração o incentivo fiscal pedido na proposta e mais a produção nacional, revelou que o Nissan Leaf, por exemplo, teria um preço em torno de R$ 70.000. O Renault Zoe nas mesmas condições ficaria entre R$ 50.000 e R$ 60.000. Ou seja, preços compatíveis com os dos segmentos de compacto premium e hatch médio, respectivamente. Agora é esperar a resposta do governo.
 
Fonte: Notícias Automotivas

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