Novas demandas pautam a agenda de fornecedores

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Eduardo Ricotta, vice-presidente da Ericsson: “Cada cidade ou problema exige uma solução específica” (Foto: Luis Ushirobira/Valor)
As fornecedoras de tecnologia estão se empenhando para ir ao encontro das demandas da mobilidade urbana. A Ericsson é uma delas. Inaugurou em 2012 o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Informação, Comunicação e Multimídia (CDTIC), em São José dos Campos (SP), para desenvolver tecnologias de software de gestão de municípios e hoje tem uma série de iniciativas ligadas à mobilidade. Este ano, anunciou a criação de uma unidade de Cidades Inteligentes para a América Latina.
O primeiro projeto da empresa no Brasil foi a implantação de ônibus conectados em Curitiba, em 2011, com o fornecimento de soluções de bilhetagem eletrônica e gestão de frota, que usa tecnologia 3G para integrar os veículos a 3 mil pontos de ônibus e consegue mapear trajeto e ocupação dos veículos em tempo real. A marca também oferece solução global para carros conectados acessarem serviços em nuvem, tem parceria com a Volvo Cars desde 2012 e, em maio, anunciou acordo com a Volvo Bus Latin America para customização do sistema de transporte inteligente (ITS), para proporcionar gestão de tráfego e informações a passageiros em tempo real.
“Cada cidade ou problema exige solução específica. Criamos uma plataforma para enfrentar o desafio e massificar isso de forma rápida”, diz o vice-presidente da Ericsson na América Latina, Eduardo Ricotta. A implantação do sistema de resposta de emergência em São José dos Campos é um exemplo. A cidade conectou sistemas de comunicação de tráfego e da guarda municipal, com integração de telefone, rádio, dados, vídeo e imagem com acesso e disponibilidade 24 horas por dia. A solução otimiza recursos e aumenta a assertividade na atuação de segurança, com resultados na mobilidade. “A atuação preventiva evita que um carro policial fique rodando pela cidade”, exemplifica.
Já na turística Águas de São Pedro (SP), um dos problemas da mobilidade é a busca de estacionamento – o balneário de 2,5 mil habitantes chega a receber 20 mil visitantes em períodos de pico. Sensores nas vagas sinalizam em aplicativos e totens quais estão ocupadas, livres, quais se destinam a idosos ou deficientes.
A cidade também recebeu aplicativos para a área de saúde, que permitem marcação de consultas e controle de dengue, e de luz inteligente, com sensores nos postes para regular a intensidade da luz de acordo com o número de pessoas na rua. As soluções rodam em infraestrutura de fibra ótica e 4G instalada pelo projeto Cidade Digital da Vivo.
A IBM também mira questões de trânsito e mobilidade entre as de maior impacto urbano a serem endereçadas no mundo. Segundo o diretor de Cidades Inteligentes, Antonio Carlos Dias, o AC, a marca acompanha a evolução das soluções na medida dos avanços em monitorização, integração e analytics. Além do barateamento e da maior produção de sensores, que incluem de câmeras a contadores de veículos e cidadãos conectados, hoje é possível integrar não só dados e grandezas discretas, como números, velocidades e quantidades, mas informações textuais, com capacidade de interpretação refinada.
A fornecedora ajudou a conceber o Centro de Operações do Rio e participou do Consórcio Rontan e Medidata para fornecer 27 Centros Integrados de Comando e Controle Móvel (CiCCM). Caminhões adaptados são equipados com sistemas de comunicação, vídeo monitoramento e plataforma de gestão de eventos implementados pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), ligada ao Ministério da Justiça, para integrar ações de segurança para eventos como Copa do Mundo e Olimpíada. No ano passado, implementou o Centro de Controle de Informações (CCI) da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para interligar os Centros de Controle Operacional (CCOs) das 19 concessionárias que atuam em quase 30 rodovias do Estado.
A central também une informações captadas por câmeras, sensores, estações meteorológicas e call-box, entre outras ferramentas tecnológicas, além de dados sobre tráfego e arrecadação nas praças de pedágio, trânsito, serviços e incidentes, como obstruções, e informações de fiscais, com a troca de pranchetas por tablets. O próximo passo será aumentar a capacidade de análise para atuação pro-ativa. “O equipamento pode colaborar para a gestão da mobilidade das regiões metropolitanas do Estado”, ressalta Antonio Carlos.
 
Fonte: Valor Econômico – Impresso

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