No futuro, trânsito será coisa do passado

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De IG Carros
 
Carros e estradas vão estreitar relações para que você não perca mais tempo no tráfego
O trânsito é um mal que atinge todas as grandes cidades. Ao menos atualmente. Diversas tecnologias estão sendo desenvolvidas neste exato momento para diminuir e até, pasmem, extinguir esta “doença” que contamina todas as metrópoles do mundo. Estudos apontam que em 20 anos é possível que o trânsito seja completamente extinto.
iG fez um levantamento das descobertas mais promissoras no sentido de atenuar o trânsito em cidades, e não estamos falando de pedágios urbanos, compartilhamento de carros ou maiores áreas de rodízio. Confira:
 
Carros que conversam
 
O principal fator no combate ao trânsito nas cidades será, por mais estranho que pareça, o próprio carro. Empresas como Google, Microsoft, Ford e Volvo já desenvolvem carros com sistemas inteligentes capazes de mapear regiões de entorno e até trocar informações entre si.
 
A Mercedes-Benz, por exemplo, tem o sistema BAS Plus com Cross-Traffic Assist, ou assistente de tráfego em cruzamento. Este sistema mapeia a área à frente e aos lados, o que permite que o Mercedes saiba se existe ou não algum veículo em um cruzamento ou em uma situação parecida, reduzindo o risco de colisões. Ao amenizar os acidentes, o trânsito consequentemente também é reduzido.
 
O maior problema dos sistemas inteligentes em carros é que eles ainda estão engatinhando comercialmente. Oferecidos apenas em veículos com preços muito acima dos cobrados por um modelo popular, os equipamentos ainda equipam poucos carros, enquanto o ideal seria que todos os automóveis fossem inteligentes.
 
Em um momento em que carros com sistema de comunicação entre si passem a ser maioria nas ruas, é possível que o trânsito seja extinto. Isso porque a comunicação entre os veículos permitirá uma sincronização muito grande, fazendo com que os carros possam viajar com distâncias mínimas um do outro, por exemplo.
 
Autônomos
 
Um carro que dirige sem a necessidade de um condutor não serve apenas para os passageiros dormirem ou fazerem cruzadinhas durante uma viagem. A tecnologia vai muito além, facilitando aspectos de nossas vidas que ainda não conseguimos prever com precisão.
 
O Google, por exemplo, mostrou seu projeto de mini-taxis autônomos. Segundo a multinacional, o mini-taxi terá um custo baixíssimo, de cerca de dois dólares por viagem. Isso será possível graças à ausência de motorista, o que diminui os custos de operação.
 
A empresa também afirma que com os mini-táxis autônomos em funcionamento, as pessoas deixarão de comprar carros, pois estes não serão mais práticos. O Google até imagina um futuro onde garagens não existirão nas residências e postos de gasolina também serão aposentados, afinal o mini-taxi é elétrico.
 
Estradas inteligentes
 
Condições da via, carro quebrado no acostamento, más condições meteorológicas, trecho com alta incidência de acidentes e região com alto índice de veículos ou pedestres são algumas das informações que a própria estrada poderá transmitir ao seu carro no futuro. Desta maneira, o condutor ou mesmo o próprio carro poderão adaptar suas próximas ações para evitar qualquer incidente.
Mas as estradas poderão aumentar ainda mais sua relação com os carros. Tintas dinâmicas capazes de projetar imagens luminosas na própria via já foram desenvolvidas por uma dupla de holandeses, o artista Daan Roosegaarde e o executivo Hans Goris. No projeto, os inventores ainda preveem uma faixa exclusiva para carregar a bateria de veículos elétricos por indução (sem a necessidade de cabos de conexão) enquanto eles estão transitando.
Muitas outras tecnologias são desenvolvidas para melhorar as estradas do futuro. Asfalto ecológico, feito de materiais orgânicos, é estudado. Sinais luminosos, estradas com aquecimento para descongelar certos trechos e até estrada-usina, projeto desenvolvido por grupo israelense, que gera energia com a vibração dissipada pelos veículos em trânsito, podem se tornar realidade.
 
Vagas de estacionamento online
 
Outro problema pouco conhecido, mas que tem afetado o trânsito nas grandes cidades, sobretudo na Europa, é a falta de vagas para estacionar. Parece que não, mas um veículo que dê voltas no quarteirão à procura de um espaço para parar também engrossa as filas de carros, além de afetar a fluidez do tráfico. Em alguns países do Velho Continente já há aplicativos que indicam vagas pelo celular para ajudar o motorista.
 
Seja qual for a tecnologia que resolverá os problemas dos engarrafamentos diários, o fato é que entre os maiores interessados em ver esse drama ser resolvido são as próprias montadoras: “Se não fizermos nada, vamos vender menos veículos. Se podemos resolver este problema da mobilidade urbana, acho que há uma grande oportunidade de negócio para nós”, reconheceu Bill Ford, neto do fundador da marca, em uma entrevista recente.
 
Fonte: Portal do Trânsito

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