Carros “verdes” ainda são poucos no Brasil

 

verde

De Estadão

 
Os experimentos que deram origem aos atuais veículos híbridos e elétricos tiveram início no século 18. Um dos pioneiros na área foi o escocês Robert Anderson, que entre 1832 e 1839 criou uma espécie de carroça com motor elétrico alimentado por baterias não recarregáveis, como as pilhas convencionais.
 
Mais de 180 anos depois, há carros 100% elétricos, como o Nissan Leaf, outros que combinam propulsores a explosão e elétrico, caso do BMW ActiveHybrid 3 e os que utilizam o motor elétrico apenas para ajudar a reduzir o consumo de combustível, como o antigo Mercedes-Benz S400.
No Brasil, a oferta de modelos “verdes” é limitada e cara (confira as opções abaixo). E o principal entrave para o aumento da oferta é a legislação, que penaliza esses carros.
A alíquota do IPI para híbridos é de 13%. Diferentemente dos veículos “normais”, eles se encaixam na faixa de “outros”.
Mas esse cenário tende a mudar. Segundo o diretor de relações públicas e governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, a proposta de alterações na lei encaminha pela Anfavea ao governo deve ser aprovada até meados de 2014.
Sem incentivos fiscais, esses carros são inviáveis por causa do alto custo. Outro entrave são as baterias, que duram, em média, oito anos e custam mais de 20% do valor do carro.
Estudo da consultoria norte-americana Navigant Research, especializada em tecnologias sustentáveis, aponta que, até 2020, os híbridos e elétricos responderão por 6% das vendas globais de veículos.
LEXUS CT200h
O estilo do hatch destoa dos demais modelos da marca japonesa vendidos no mercado brasileiro. Diferentemente dos sedãs, que têm desenho mais clássico, o médio traz linhas esportivas, com vincos pronunciados na carroceria. Segundo informações da marca, o coeficiente de arrasto é de 0,29 Cx, o que reduz o consumo de combustível. São duas opções, ambas com motor 1.8 16V a gasolina de 99 cv e outro elétrico de cerca de 40 cv. A tabela parte de R$ 149 mil.
FORD FUSION HYBRID
A segunda geração do três-volumes mexicano chegou este ano ao mercado brasileiro. Tabelado a R$ 124.900, o modelo tem motor 2.0 de ciclo Atkinson que, em conjunto com outro, elétrico, gera 190 cv. O câmbio automático CVT (de relações continuamente variáveis) ajuda a reduzir o consumo de combustível. Muito bem equipado de série, o sedã da Ford é o modelo híbrido mais em conta disponível no Brasil.
TOYOTA PRIUS
Híbrido mais famoso do mundo, o modelo japonês foi lançado em 1997, está na terceira geração, é vendido no Brasil a partir de R$ 120.830 e empresta a base mecânica ao CT200h (acima) – a Lexus é a divisão de luxo da Toyota. A marca não descarta a possibilidade de montar o hatch no País, em sistema de CKD (as peças viriam do Japão e a montagem seria feita no País). Se o projeto se concretizar, o Prius poderá ser o primeiro híbrido com motor flexível.
PORSCHE CAYENNE S HYBRID
Ainda é possível comprar a versão “verde” do jipe alemão. Segundo informações da fabricante, sua tabela é entre 15% e 25% mais alta que a do Cayenne S “normal”, que parte de R$ 399 mil. No caso do híbrido, a combinação inclui motor 3.0 V6 a gasolina e outro elétrico que produz cerca de 47 cv. No total, esse conjunto produz 380 cv e pode fazer com que o utilitário-esportivo acelere de 0 a 100 km/h em apenas 6,5 segundos.
NISSAN LEAF
Embora a Nissan não divulgue, qualquer pessoa pode comprar um Leaf no País. O problema é o preço: aqui o hatch japonês custa cerca de R$ 200 mil. Com motor elétrico com potência equivalente a 107 cv, alimentado por baterias de íons de lítio – que podem ser recarregadas em tomadas convencionais de 220 volts –, o modelo tem autonomia para rodar até 160 km.
 
Fonte: ABLA

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