Montadoras pedem ao ministro Armando Monteiro revisão de regra do BNDES

Representantes das montadoras se reuniram ontem com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, para reivindicar a revisão do limite do financiamento da linha PSI-Finame, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), destinada à compra de caminhões, ônibus e máquinas, e também regras perenes, ou seja, que se mantenham por mais tempo, para dar previsibilidade à tomada de decisões nessa área.
Em relação às regras do PSI-Finame, a partir deste ano, essa linha de crédito, que oferece juros reduzidos – atualmente entre 7% e 11% ao ano –, teve o percentual de participação do banco no financiamento reduzido para 50%, no caso das grandes empresas, e 70%, das pequenas. Em 2014, esse patamar ficava entre 80% a 100% do valor do crédito. O ministro disse que a ampliação será avaliada.
“Estamos acompanhando com o BNDES no sentido de oferecer condições que representem a possibilidade de que o setor retome as vendas”, disse o ministro. No primeiro bimestre, o ramo de caminhões registrou queda de 39,4% no volume vendido em relação ao mesmo período de 2014, de acordo com dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
Outra questão discutida é a criação de programa de renovação da frota. “Isso não significa apenas reativar as vendas do setor, mas também ter mais eficiência e ganhos de produtividade para o segmento de transportes”, afirmou o ministro. Hoje, os caminhões antigos (com mais de 30 anos) representam 7% da frota e 25% dos acidentes, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan, que avalia que o plano pode ajudar a cadeia produtiva do segmento.
EXPORTAÇÕES – Mais uma reivindicação das montadoras é de estabelecimento de plano nacional de exportações. Moan destacou que a entidade quer o aprofundamento da inserção internacional, como a intensificação de relações comerciais com a Colômbia e a abertura de novos mercados, por exemplo, com o Equador, Peru e países africanos; além de renovar o acordo bilateral com a Argentina, que vence dia 30 de junho.
“O setor automotivo no Brasil já exportou quase 30% de sua produção, hoje exporta praticamente um terço disso. Que possamos trabalhar em alguns instrumentos ligados ao ambiente de financiamento”, citou Monteiro.
Por Leone Farias, do Diário do Grande ABC.

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