Mercado brasileiro impede a Fiat de ter carro global, diz diretor da marca

Modelos para o Brasil não cumprem exigências europeias. E consumidores do país não estariam dispostos a pagar por certos extras, afirma executivo da montadora.

Olivier François, diretor executivo da Fiat, explica que preço é essencial para marca manter a liderança no Brasil, o que torna difícil a adoção de um modelo global no país - Simon Dawson / Bloomberg
Olivier François, diretor executivo da Fiat, explica que preço é essencial para marca manter a liderança no Brasil, o que torna difícil a adoção de um modelo global no país – Simon Dawson / Bloomberg

Olivier François, diretor executivo da Fiat, disse que as características do mercado brasileiro impedem que a marca tenha um modelo global.

Em entrevista ao site Automotive News Europe, François foi questionado sobre o motivo pelo qual, à exceção do 500, os carros da marca variam tanto entre Europa, Brasil e China.

O executivo explicou, então, que o Brasil não tem as mesmas regulações que as europeias. Por isso, afirma, se um produto pensado para o Brasil for levado para a Europa, ele não vai atender as exigências e não poderá ser vendido.

Por outro lado, defende, se tentar vender um modelo global no mercado brasileiro, ele estará oferecendo um “carro com coisas pelas quais ele não está disposto a pagar neste momento”.

Na entrevista, ele também admite que desenvolver um modelo único para todos os mercados reduziria os custos da empresa, mas que, como a Fiat luta para se manter como líder no Brasil, ela precisa ser cuidadosa com a política de preços.

“Ou eu cobro por isso (pelos extras) e perco a liderança, ou não não cobro e perco lucratividade”, concluiu.

O Globo.

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