Grupo vai estudar plano de exportação de carros

Veículos em terminal portuário do Rio

O governo decidiu  montar um grupo de trabalho interministerial para analisar, em 30 dias, as demandas do setor automotivo. Um dos focos é estimular a exportação de veículos fabricados no país, principalmente para países vizinhos e da África, a fim de aproveitar a taxa de câmbio atual.

Após reunião na Casa Civil, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, defendeu o ajuste fiscal. Já o ministro Aloizio Mercadante, chefe da pasta, rebateu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para quem a discussão sobre a independência do Banco Central é o “ajuste dos ajustes”.

“Dissemos claramente que compreendemos e apoiamos as medidas de ajuste fiscal, torcemos para que o mais rápido possível toda a estrutura do ajuste fiscal esteja aprovada para que possamos retomar um novo nível de atividade econômica”, disse Moan após o encontro.

Mercadante comandou a reunião ao lado dos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, das Cidades, Gilberto Kassab, e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho. Estavam presentes o presidente da Anfavea e 14 executivos de montadoras.

Mercadante anunciou que um dos focos principais do plano é a estruturação de uma política de exportação para o setor automotivo. “Temos hoje uma taxa de câmbio competitiva, o país ganhou competitividade em relação a outras moedas fortes. Se tivermos uma agenda da diplomacia comercial brasileira integrada com a Anfavea, buscando o entorno da América do Sul, podemos integrar nossas cadeias produtivas, avançando em parcerias comerciais”, disse.

Ele também divergiu do presidente do Senado, segundo quem a aprovação da autonomia do BC, tema que não conta com o apoio do governo, será pauta prioritária a partir de agora. “O Banco Central tem credibilidade e reconhecimento internacional pela consistência dos dados. O problema fundamental do país hoje é o ajuste fiscal, o equilíbrio das contas públicas”, destacou Mercadante. “Fomos longe demais nas desonerações fiscais, o grande tema hoje para a retomada do crescimento é o ajuste fiscal”, reforçou. “O Banco Central hoje tem autonomia operacional, nunca houve uma intervenção na estabilidade, o que é fundamental para a gestão do Banco Central.”

Fonte: Valor Econômico

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