GM quer fazer motor diesel no Brasil

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De Automotive Business

A General Motors confirmou que vai encerrar no início do próximo ano o acordo que mantinha com a MWM para a fabricação no País do motor diesel que hoje equipa versões da picape S10 e do utilitário esportivo Trailblazer. A intenção é fazer o propulsor em uma das fábricas brasileiras da empresa. Questionada, a montadora enviou a seguinte nota oficial: “A GM informa que o contrato com a MWM para produção, sob licença, do motor Chevrolet 2.8 Turbodiesel na fábrica do fornecedor em Canoas (RS) se encerra em fevereiro de 2016. A partir desta data, a GM transferirá a produção para uma de suas unidades no Brasil, ainda a ser definida.”
O contrato para a produção do 2.8 Turbodiesel da GM pela MWM foi firmado em julho de 2008 para início das entregas a partir de novembro de 2011, com a chegada ao mercado brasileiro da nova geração da S10 e Trailblazer. Foi noticiado na época que este teria sido do maior contrato da história da MWM International, com valor total em torno de US$ 3 bilhões para fabricar no Brasil cerca de 280 mil unidades VM em sete anos, até 2018. Por motivo que nenhuma das empresas quer comentar, o acordo está sendo encerrado dois anos antes.
Atualmente a GM produz somente motores flex gasolina-etanol no Brasil, em duas fábricas: São José dos Campos (SP) e Joinville (SC), que foi inaugurada em 2013. Como S10 e Trailblazer são os dois únicos veículos ainda fabricados em São José, parece fazer mais sentido a produção de motores diesel na unidade do Vale do Paraíba – aliás, seria a volta da fabricação lá, pois a planta foi inaugurada em 1959 justamente para fazer propulsores a diesel inicialmente. Contudo, devido aos conflitos com o sindicato dos metalúrgicos local, desde 2013 a GM vem esvaziando a fábrica, que tem ficado de fora dos planos de novos investimentos. Já Joinville é mais moderna e totalmente dedicada a uma só operação, mas tem a missão, primeiro, de produzir uma nova geração de motores otto mais eficientes, para atender às exigências do Inovar-Auto.
Na semana passada, em reportagem do portal do jornal O Globo, o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Canoas, Paulo Chintolina, disse que a MWM já havia comunicado aos funcionários que o motor para a GM não seria mais produzido na unidade a partir de fevereiro de 2016. A fabricante de motores diesel, que pertence ao grupo americano Navistar, não comenta o assunto. A única informação oficial é que a produção continua normal na planta localizada na região metropolitana da capital gaúcha, Porto Alegre, com média de 3 mil motores entregues por mês à GM.
A MWM fornece motores para picapes e utilitários Chevrolet no Brasil e Argentina desde 1996. Em 2008, a GM comprou a italiana VM Motori, com intenção de trazer da Itália propulsores diesel para equipar a nova geração de sua picape média a partir de 2011, que até então usava o MWM Sprint. Foi quando a fabricante de motores conseguiu negociar a produção do modelo VM em sua fábrica de Canoas. Em 2010 a GM vendeu sua participação na VM para a FPT, do Grupo Fiat, mas reteve consigo o projeto do 2.8 Turbodiesel, que passou a ser feito em dois lugares no mundo: no Brasil de forma terceirizada e em planta própria na Tailândia, de onde pode também importar o motor se mais à frente desistir de produzi-lo aqui.
Fonte: ABLA

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