Audi cresce 22% e ameaça a líder BMW

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De Valor Econômico

Na contramão da queda de 17% na demanda por veículos no país, duas marcas alemãs do segmento premium conseguem remar contra a maré e estão renovando recordes registrados no ano passado. Depois de fechar fevereiro no vermelho, com desempenho prejudicado pela falta de seus modelos mais vendidos na rede de concessionárias, a Mercedes-Benz virou o jogo no mês passado, terminando o primeiro trimestre com crescimento acumulado de 20,5% e quase 3 mil carros emplacados no período.
A Audi, por sua vez, aumentou em 22,2% seus volumes no país, chegando a mais de 3,4 mil automóveis licenciados nos três meses, ou uma diferença de apenas 47 carros em relação à líder do mercado de luxo, a BMW, cujas vendas cederam 3,6%, para pouco menos de 3,5 mil unidades entre janeiro e março.
Apesar disso, Jörg Hofmann, presidente da Audi no Brasil, avalia ainda ser cedo para comprar uma briga com a concorrente. “Não tenho certeza se terminaremos o ano como a marca líder. Isso, na verdade, não é nosso foco. Temos um projeto de longo prazo no Brasil e a estratégia é crescer de forma sustentável”, diz o executivo.
A montadora chegou à reta final da preparação de suas estruturas de vendas e pós-venda para o início, previsto para setembro ou outubro, da produção local do modelo A3 (versão sedã) dentro da fábrica compartilhada com a Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná.
Até o terceiro trimestre, a Audi pretende finalizar a segunda e última fase de um plano de expansão que vai mais do que dobrar a capacidade de estocagem do centro de distribuição de peças em Jundiaí, no interior paulista.
Antes disso, já no mês que vem, entra em operação o novo centro de treinamento de vendedores e mecânicos das concessionárias da marca, dona agora de 25,5% do mercado premium nacional – acima dos 22% do ano passado.
Em paralelo, a Audi avança no desenvolvimento da rede de revendas, com a inauguração de mais dez pontos programada para 2015, chegando a 50 lojas. Até 2017, a meta é elevar esse número para 67 revendas.
No total, a marca do grupo Volkswagen investe R$ 500 milhões na adaptação da fábrica paranaense para a produção do A3 e, a partir do primeiro semestre do ano que vem, também do utilitário esportivo Q3. A capacidade será de 26 mil veículos por ano.
O objetivo para este ano é chegar a dezembro com crescimento de dois dígitos no país, o que, se confirmado, significará superar pela primeira vez a marca de 14 mil carros vendidos no mercado brasileiro. Em 2014, a Audi vendeu 12,5 mil automóveis no Brasil, 86,6% a mais do que em 2013.
Fonte: ABLA

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